Bahia x Athletico-PR. Penal e/ou CA controverso

Fotos: Letícia Martins/EC Bahia

No jogo dessa 4a. feira, 31/03/26, entre as citadas equipes, pela Série A, o lance do penal marcado a favor do Bahia e depois desmarcado com intervenção do VAR gerou muita discussão. Se houve penal ou não, nos parece ser menos relevante do que analisar o limite de intervenção do VAR em nosso futebol, que tem oscilado fortemente, ora para menos, ora para mais, como seria o caso.

De fato, pois se no lance referido houve contato do pé do defensor com o pé do atacante, ainda que leve, sutil, somente o árbitro poderia julgar se tal toque ou pisão no pé do atacante do Bahia teria sido faltoso ou não e o VAR não deveria interferir, pois, como dito, se se tratou de lance de fina interpretação, ele, o VAR, formal e legalmente, não estaria autorizado a agir, já que não se estaria diante de “erro claro, óbvio”.

A decisão de campo, por consequência, haveria de ser respeitada, com ou sem marcação do penal. Todavia, se Everaldo não foi tocado, o VAR deveria interferir e o CA aplicado teria sido justo, já que se estaria diante de fato, ou seja, inexistência de contato, em razão do que nada haveria para ser interpretado. Fora dessa segunda hipótese, a revisão do lance seria injustificável, como aparenta ter sido.

É imperioso, portanto, esclarecer que somente com imagem clara, obtida por meio de ângulo que mostre, lateralmente, os pés de ambos os jogadores e, pois, que possa provar a existência ou inexistência de contato, até agora não exibida, é que seria possível tornar as coisas definitivas. Fora daí tudo é suposição e o VAR não poderia interferir, reitere-se. Não bastasse, ainda é preciso dizer que se Everaldo não foi tocado, o CA que lhe foi aplicado não mereceria censura, pois sua queda não teria sido por consequência de desequilíbrio, mas por simulação.

Rematando e a propósito, é preciso ser esclarecido que esse tipo de simulação, quando tudo leva a crer que houve falta, justifica ainda mais a aplicação de CA, pois lances que tal são bem mais prejudicias para a temperatura do jogo, em razão da aparência de falta, do que as conhecidas simulações acintosas, ou seja, as que se assemelham aos denominados “pulos em piscina”, que nenhuma pressão exercem sobre a arbitragem.

De resto, devemos apenas lamentar que a CBF, hoje, se situe entre as entidades, inclusive de nossa América, em que o VAR mais tem diretriz oscilante e que provoca instabilidade para suas competições. O resultado da famigerada profissionalização ainda não produziu efeito por nossas bandas.

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