{"id":9584,"date":"2017-10-02T19:50:39","date_gmt":"2017-10-02T22:50:39","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=9584"},"modified":"2017-10-03T15:32:43","modified_gmt":"2017-10-03T18:32:43","slug":"medo-e-ambicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2017\/10\/02\/medo-e-ambicao\/","title":{"rendered":"Medo e ambi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_9025\" aria-describedby=\"caption-attachment-9025\" style=\"width: 1300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2017\/04\/bola.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"9025\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2017\/04\/25\/verdao-e-peixe-em-campo\/bola-3\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2017\/04\/bola.jpg\" data-orig-size=\"1300,867\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"bola\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Foto: Gazeta Press&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2017\/04\/bola-300x200.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2017\/04\/bola-1024x683.jpg\" class=\"size-full wp-image-9025\" src=\"http:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2017\/04\/bola.jpg\" alt=\"\" width=\"1300\" height=\"867\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2017\/04\/bola.jpg 1300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2017\/04\/bola-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2017\/04\/bola-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2017\/04\/bola-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2017\/04\/bola-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 1300px) 100vw, 1300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9025\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Gazeta Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nesta minha um tanto longa caminhada, uma das poucas li\u00e7\u00f5es tiradas foi a de que o ser humano se move sob dois impulsos b\u00e1sicos: medo e ambi\u00e7\u00e3o. Transportado isso para o futebol que \u00e9, no fundo, um teatro da vida (contrariando o meu amigo Muricy e o amigo do Pinochet, Felip\u00e3o), onde se reproduzem todos os estere\u00f3tipos do nosso dia a dia, o medo e a ambi\u00e7\u00e3o se configuram no jeito de um time jogar, no conceito adotado de acordo com a vis\u00e3o dos cartolas, dos t\u00e9cnicos e dos jogadores, os atores do espet\u00e1culo, enfim.<\/p>\n<p>H\u00e1 os que s\u00e3o presas do medo, e correm pra casinha, trancam portas e janelas, acendem uma vela para suas divindades particulares e esperam que uma bola vadia lhes salve o emprego e a alma.<\/p>\n<p>E h\u00e1 aqueles que, que feito o lobo mau das f\u00e1bulas, passam o tempo todo soprando furiosos as portas das casinhas bem guarnecidas, pois \u00e9 o que a ambi\u00e7\u00e3o da conquista lhes determina.<\/p>\n<p>No mundo, esses dois exemplos de comportamento se reproduzem desde sempre, com a esmagadora predomin\u00e2ncia dos ambiciosos sobre os medrosos. Claro que, vez por outra, dependendo das circunst\u00e2ncias e do acaso, um medroso consegue obter o resultado implaus\u00edvel. \u00c9 o bastante pra que isso provoque um alarido enorme com grandes repercuss\u00f5es entre as massas, em geral, compostas por gente oprimida pelo medo da vida\u00a0 e da morte, que lhes s\u00e3o t\u00e3o cruel, no imagin\u00e1rio coletivo.<\/p>\n<p>No futebol brasileiro, desde seus primeiros passos at\u00e9 coisa de vinte anos atr\u00e1s, privilegiava\u00a0 o engenho, a arte e a ousadia para obter o resultado.<\/p>\n<p>Mas, de uns tempos pra c\u00e1, o tal resultado a qualquer custo passou a ser o imperador do jogo entre n\u00f3s. E o resultado ganhou outra fisionomia: em vez da ambi\u00e7\u00e3o de vencer, o medo de perder.<\/p>\n<p>Entre outras coisas, porque o t\u00e9cnico de futebol por aqui sobrevive numa corda bamba fr\u00e1gil, capaz de se romper a duas ou tr\u00eas derrotas seguidas, assim como o cartola, torcedor insano e sempre temeroso de perder prestigio, segue a regra do jogo: pra satisfazer o desejo de sangue das massas, entrega-lhes de cara a cabe\u00e7a do treinador.<\/p>\n<p>Trata-se de um c\u00edrculo vicioso, a dan\u00e7a macabra \u00e0 qual j\u00e1 se referia muitos anos atr\u00e1s o saudoso Francisco Sarno, ex-jogador e treinador, autor de um dos primeiros livros de um brasileiro sobre futebol: <em>A Dan\u00e7a do Diabo<\/em>.<\/p>\n<p>E o pior \u00e9 que a m\u00eddia esportiva, pretensamente formadora de opini\u00e3o p\u00fablica (isto \u00e9: quem deveria, com isen\u00e7\u00e3o e sabedoria, mandar suas mensagens bem embasadas ao torcedor em geral), tamb\u00e9m entrou na dan\u00e7a. Condena, \u00e9 verdade, o rod\u00edzio vertiginoso de t\u00e9cnicos nos clubes. Mas, ao mesmo tempo, desenvolve teorias e f\u00f3rmulas m\u00e1gicas das disposi\u00e7\u00f5es dos times em campo que, de fato, avalizam esse conceito defensivo que transformaram nosso futebol num jogo cinzento, opaco, chato de se ver, com suas f\u00f3rmulas aparentemente cient\u00edficas, <em>modernas, <\/em>os tais 4-1-4-1. 4-2-3-1 e que tais, como se o futebol real fosse um pebolim.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que, no decorrer de uma partida, todas essas formula\u00e7\u00f5es ocorrem em tais ou tais circunst\u00e2ncias, pois os caras correm, trocam de posi\u00e7\u00e3o etc., desde sempre.<\/p>\n<p>Quem revir cenas gravadas do c\u00e9lebre jogo entre Brasil e Hungria em 54, haver\u00e1 de ver um instante em que Maurinho, o Flecha Negra, atacante nato, ponta-direita deslocado naquele jogo para a extrema-esquerda, combatendo o ponta-direita da Hungria, Toth, l\u00e1 na sua pr\u00f3pria lateral, no bico da grande \u00e1rea. Assim como vimos outro dia Neymar, no PSG, tomando a bola do atacante advers\u00e1rio na mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, o que faz nossa m\u00eddia? Por absoluta ignor\u00e2ncia, vivendo \u00e0 base de clich\u00eas, apregoa que um ponta marcar o lateral advers\u00e1rio \u00e9 puro exemplo de<em> modernidade<\/em>. Traduzindo: isso \u00e9 bom.<\/p>\n<p>E a vis\u00e3o regressiva, leva ao extremo de chamarem\u00a0 atacantes de meias, meias de volantes, e assim caminha essa turminha pra tr\u00e1s, como se esse fosse o destino do futebol e da humanidade. Isso vai se impregnando nos torcedores, sobretudo os que est\u00e3o surgindo agora.<\/p>\n<p>Mas, quando um time ataca pelo lado e o jogador cruza para a \u00e1rea advers\u00e1ria, onde voc\u00ea precisa procurar com lupa mais de um ou dois companheiros, faz-se um sil\u00eancio mortal a respeito.<\/p>\n<p>Ora, num futebol cujo \u00fanica forma de atacar \u00e9 por meio de cruzamentos \u00e0 \u00e1rea inimiga, o m\u00ednimo que se espera \u00e9 a presen\u00e7a maci\u00e7a de atacantes l\u00e1 onde a bola vai cair. Exatamente o oposto do que ocorre.<\/p>\n<p>E ocorre por qu\u00ea? Pelo medo generalizado de levar o contragolpe. Ent\u00e3o, a turma prefere ficar aqui atr\u00e1s, \u00e0 espera da tal segunda bola, outro v\u00edcio brasileiro, mas sempre prevenida com a possibilidade de o advers\u00e1rio sair jogando, do que se aventurar a fazer o gol l\u00e1 na zona do agri\u00e3o.<\/p>\n<p>Lembro sempre de um papo que tive com Cafu, o nosso recordista em Copas do Mundo, quando maior era a grita contra ele na Sele\u00e7\u00e3o. Diziam que n\u00e3o sabia cruzar, na mesma \u00e9poca em que era um dos principais assistentes do futebol italiano jogando pelo Milan, ent\u00e3o ainda um time ofensivo, contrariando o tradicional <em>catenacccio<\/em> (leia-se retranca).<\/p>\n<p>Resposta de Cafu:<\/p>\n<p>-Olhe quantos atacantes do Milan est\u00e3o na \u00e1rea quando cruzo e olhe quantos do Brasil.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a imensa diferen\u00e7a, por exemplo, quando nos\u00a0 comparamos com um City, um Bar\u00e7a, um PSG, um Bayern ou at\u00e9 um Celta, um Watford, um Leverkusen, times de menor express\u00e3o. Quando essa turma ataca, ataca mesmo, n\u00e3o fica ali\u00a0 titubeando entre ir ou vir, no meio do caminho.<\/p>\n<p>E o passe, a ess\u00eancia do jogo coletivo? \u00c9 comum nossos formadores de opini\u00e3o insistirem na inutilidade da maior posse de bola, resultado da troca de passes. \u00c9 in\u00fatil quando ela se processa na zona defensiva de um time, sem maior objetividade. Mas, \u00e9 vital quando ela se desenvolve como prepara\u00e7\u00e3o dos ataques, envolvente e insinuante.<\/p>\n<p>O brasileiro adora os atalhos em tudo na vida. Quer enriquecer rapidamente, aos 20 anos de idade, sem construir pacientemente um patrim\u00f4nio; quer pegar o diploma sem rachar o bico diante dos livros noites adentro; atravessa fila com a maior cara de pau, sob o pretexto de que tem algo mais importante a fazer, avan\u00e7a pelo acostamento nas estradas entupidas\u00a0 e assim vai.<\/p>\n<p>No futebol n\u00e3o \u00e9 diferente. O passe exato e bem concatenado, paciente e exato, \u00e9 substitu\u00eddo por aquelas in\u00fateis enfiadas de bola para o atacante marcado a ferro e fogo, quando n\u00e3o pelos chut\u00f5es l\u00e1 de tr\u00e1s, na esperan\u00e7a de que a segunda bola (outra vez, ela!) venha a ser \u00fatil em algum sentido.<\/p>\n<p>Portanto, quando fa\u00e7o essas compara\u00e7\u00f5es do nosso futebol atual com o que se pratica no primeiro mundo dessa especialidade, n\u00e3o me refiro tanto \u00e0 qualidade t\u00e9cnica dos jogadores ou ao poder financeiro deste sobre aquele. Nada disso, refiro-me \u00e0 mentalidade vigente.<\/p>\n<p>Claro que um Messi, um CR7, um Neymar, um Robben fazem uma grande diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas, em contrapartida, aqui, as individualidades se equiparam, com vantagem deste ou daquele.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel romper essas amarras do medo e buscar um futebol mais ofensivo, mais agrad\u00e1vel de se ver, mesmo que isso possa causar a demiss\u00e3o deste ou daquele treinador. Afinal, isso \u00e9 o que acontece rotineiramente, com medo ou n\u00e3o. E o que est\u00e1 demitido aqui\u00a0 hoje estar\u00e1 ali amanh\u00e3 empregado. Logo, quem romper esse c\u00edrculo de giz encantado, vai virar rei, meu.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 essa a ambi\u00e7\u00e3o de todos n\u00f3s, no mais rec\u00f4ndito da alma?<\/p>\n<p><strong>NA LINHA DO GOL<\/strong><\/p>\n<p><em>Confesso que sou adepto da velha m\u00e1xima anarquista segundo a qual<strong> meu povo \u00e9 a humanidade inteira, minh<\/strong>a<strong> p\u00e1tria \u00e9 o mundo todo e minha bandeira \u00e9 o sol<\/strong>. Utopia, bem sei, como tantas outras que abracei na juventude. Pois, entre outras coisas, o tribalismo est\u00e1 impressa na alma da humanidade. \u00c9 o que faz as pessoas se matarem por uma bandeira, uma religi\u00e3o, uma etnia, at\u00e9 mesmo por um clube de futebol, sem falar pelos que morrem por um cifr\u00e3o.\u00a0 (S\u00f3 n\u00e3o consigo entender essa matan\u00e7a rotineira nos EUA de um sujeito que sobe no telhado de uma igreja, invade uma escola, ou se posta numa janela de edif\u00edcio e promove matan\u00e7as como essa \u00faltima em Las Vegas). <\/em><\/p>\n<p><em><strong>Mas, voltando \u00e0 vaca fria, entendi e at\u00e9 me comovi com o choro do zagueiro Piqu\u00e9, ao falar sobre o movimento separatista da Catalunha, pouco antes de ser hostilizado pela torcida madrilenha ao entrar no campo de treinamento da Sele\u00e7\u00e3o Espanhola, nesta segunda-feira. Piqu\u00e9 tem a alma dividida: \u00e9 um ativista da causa da Catalunha, mas \u00e9 jogador da Sele\u00e7\u00e3o Espanhola, juntamente com outros companheiros do Bar\u00e7a, que, por sua vez, \u00e9 um s\u00edmbolo de resist\u00eancia catal\u00e3 contra o dom\u00ednio espanhol. Como conciliar essa contradi\u00e7\u00e3o, \u00e0s v\u00e9speras de uma Copa do Mundo que a F\u00faria, transformada em Gracia desde que passou a jogar a la Bar\u00e7a, pode perfeitamente reconquistar? S\u00f3 Piqu\u00e9, consigo mesmo, pode decidir.\u00a0 <\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta minha um tanto longa caminhada, uma das poucas li\u00e7\u00f5es tiradas foi a de que o ser humano se move sob dois impulsos b\u00e1sicos: medo <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2017\/10\/02\/medo-e-ambicao\/\">leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":9025,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9584","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2017\/04\/bola.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pekB7q-2uA","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9584","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9584"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9584\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}