{"id":86,"date":"2014-07-09T02:01:27","date_gmt":"2014-07-09T02:01:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=86"},"modified":"2014-07-09T02:16:48","modified_gmt":"2014-07-09T02:16:48","slug":"esquemas-felipao-e-oscambau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2014\/07\/09\/esquemas-felipao-e-oscambau\/","title":{"rendered":"Esquemas, Felip\u00e3o e o&#8217;scambau"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_89\" aria-describedby=\"caption-attachment-89\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/07\/helena1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"89\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2014\/07\/09\/esquemas-felipao-e-oscambau\/helena-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/07\/helena1.jpg\" data-orig-size=\"640,427\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"Sergio Barzaghi\/Gazeta Press\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Sergio Barzaghi\/Gazeta Press&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/07\/helena1.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/07\/helena1.jpg\" class=\"size-full wp-image-89\" alt=\"Sergio Barzaghi\/Gazeta Press\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/07\/helena1.jpg\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-89\" class=\"wp-caption-text\">Sergio Barzaghi\/Gazeta Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>Permitam-me responder aqui um questionamento feito pelo amigo que se assina Forg, num dos coment\u00e1rios abaixo, pois a confus\u00e3o que ele faz \u00e9 comum n\u00e3o s\u00f3 entre os aficionados pelo futebol, mas, sobretudo, por grande parte da m\u00eddia.<\/p>\n<p>Quando me\u00a0 refiro ao atraso do futebol brasileiro, afora o primarismo de nossos cartolas em geral, sempre busco a palavra exata &#8211; conceito. Conceito de jogo, n\u00e3o esquema ou t\u00e1tica, que s\u00e3o outro departamento, embora correlatos.<\/p>\n<p>Esquema ou sistema de jogo \u00e9 aquela formula\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, que nasce com o<em> sistema cl\u00e1ssico\u00a0<\/em>(2-3-5, dois zagueiros, tr\u00eas m\u00e9dios e cinco atacantes), superado pelo WM de Chappman, base de todas as varia\u00e7\u00f5es subsequentes &#8211; 4-2-4,\u00a0 4-3-3, 4-4-2, 3-5-2 etc. Sem falar no Catenaccio italiano ou o Ferrolho sui\u00e7o, retrancas deslavadas que, no Brasil, foram reproduzidos pelo saudoso Caetano De Dom\u00eanico, nos anos 30\/40\/50, atrav\u00e9s da <em>Cerrada<\/em> ou<em> Cerradinha<\/em>, um ac\u00famulo de defensores (as duas linhas quatro atuais) com dois ou apenas um atacante, dependendo do gosto do fregu\u00eas.<\/p>\n<p>T\u00e1tica \u00e9 a op\u00e7\u00e3o imediata do treinador, de acordo com as circunst\u00e2ncias de um jogo espec\u00edfico &#8211; o estilo dos jogadores de que disp\u00f5em naquele momento, as fraquezas e for\u00e7as do advers\u00e1rio etc.<\/p>\n<p>Nesses dois aspectos, n\u00e3o h\u00e1 nada de novo sob o sol. O que se alterou ao longo das duas \u00faltimas d\u00e9cadas \u00e9 o <em>conceito de jogo.<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 a maneira como voc\u00ea encara a arma\u00e7\u00e3o de sua equipe em rela\u00e7\u00e3o ao objetivo, ao sentido do jogo. Se voc\u00ea acha que seus objetivo \u00e9 vencer, jogando por meio de passes, sempre com a clara inten\u00e7\u00e3o de marcar gols. Ou, se voc\u00ea parte do princ\u00edpio de que o mais importante \u00e9 impedir que o advers\u00e1rio jogue, fa\u00e7a gols, e, na medida do poss\u00edvel, ent\u00e3o, cumprida esta fase do plano, o seu time vai l\u00e1, e, pimba!. carimba o inimigo.<\/p>\n<p>A chamada<em> escola brasileira<\/em> de futebol encantou o mundo e conquistou o imagin\u00e1rio de europeus, asi\u00e1ticos, africanos o&#8217;scambau, partindo do conceito (ainda que tenha sido inconsciente) de um jogo de passes, envolvimento, dribles, inven\u00e7\u00f5es e muitos gols.<\/p>\n<p>Os europeus, em geral, sobretudo ingleses e alem\u00e3es, viam o futebol sob outra \u00f3tica, mais pragm\u00e1tica, mais objetiva: antes de tudo, marcar; e s\u00f3 atacar na boa, nem que fosse aos chut\u00f5es, o que, para o brasileiro (para os argentinos tamb\u00e9m) era um an\u00e1tema, uma heresia, um pecado.<\/p>\n<p>H\u00e1 coisa de vinte anos, os polos come\u00e7aram a se inverter at\u00e9 chegarmos ao oposto total hoje em dia: eles jogam como n\u00f3s jog\u00e1vamos; n\u00f3s jogamos como eles jogavam.<\/p>\n<p><strong>E O FELIP\u00c3O COM ISSO?<\/strong><\/p>\n<p>Tem tudo a ver, pois, quer queira, quer n\u00e3o, ele \u00e9 o porta-bandeira dessa mudan\u00e7a, que instalou em nossos campos o chamado futebol de resultado, pragm\u00e1tico, aquele conceito de vencer a qualquer custo. Ora, como acabou fazendo nome e fortuna dirigindo clubes, sobretudo em torneios de tiro curto, quando o emocional muitas vezes supera o t\u00e9cnico e o t\u00e1tico, passou a ser um exemplo para todos os demais treinadores brasileiros, incensado pela m\u00eddia sem a devida forma\u00e7\u00e3o e cobi\u00e7ado pelos cartolas.<\/p>\n<p>Para coroar essa carreira, a conquista da Copa do Mundo de 2002.<\/p>\n<p>Esse jeito de conceber o jogo, por\u00e9m, implica sempre na presen\u00e7a l\u00e1 na frente de um ou dois jogadores que resolvam sozinhos todos os defeitos de um time sem a devida criatividade a partir do meio de campo. Em 2002, Rivaldo e Rom\u00e1rio, assim como em 94, com Parreira, Rom\u00e1rio e Bebeto. E at\u00e9 aqui, era Neymar.<\/p>\n<p>Como esse expediente parte do pressuposto defensivo, a zaga joga pr\u00f3ximo de sua \u00e1rea, o que faz com que volantes recuem, juntamente com os eventuais meias. Resultado, de posse da bola, d\u00e1-lhe chut\u00e3o para os atacantes l\u00e1 na frente brigarem com os zagueiros e a tal segunda bola, objeto sagrado para nossos treinadores, caia nos p\u00e9s de um meia ou volante.<\/p>\n<p>Ah, sim, outro dogma encravado na alma dos nossos treinadores e da nossa desatenta m\u00eddia \u00e9 a presen\u00e7a de dois volantes. Disso, n\u00e3o se abre m\u00e3o nem a pau.<\/p>\n<p>E a\u00ed voc\u00ea espia esse time alem\u00e3o, como o Bar\u00e7a, o Bayern, o Arsenal, sei l\u00e1 quantos times de ponta da Europa. e l\u00e1 est\u00e1 apenas um volante, se tanto. No caso da Alemanha nesta Copa, Khedira.<\/p>\n<p>E Kroos? E Schweinstiger? S\u00f3 s\u00e3o volantes na cabe\u00e7a dos nossos jovens comentaristas.<\/p>\n<p>Schweinsteiger, que come\u00e7ou como um meia ofensivo, por talhe e voca\u00e7\u00e3o, \u00e9 um aut\u00eantico meia-armador, assim como Kroos.<\/p>\n<p>S\u00e3o pequenos mas vitais detalhes que acabam fazendo a grande diferen\u00e7a. E marcam nosso atraso, pelo visto, irremiss\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Permitam-me responder aqui um questionamento feito pelo amigo que se assina Forg, num dos coment\u00e1rios abaixo, pois a confus\u00e3o que ele faz \u00e9 comum n\u00e3o <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2014\/07\/09\/esquemas-felipao-e-oscambau\/\">leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":89,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-86","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/07\/helena1.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pekB7q-1o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}