{"id":8191,"date":"2016-06-27T18:50:50","date_gmt":"2016-06-27T21:50:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=8191"},"modified":"2016-06-27T19:21:40","modified_gmt":"2016-06-27T22:21:40","slug":"os-ingleses-inventaram-o-jogo-e-o-vexame","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2016\/06\/27\/os-ingleses-inventaram-o-jogo-e-o-vexame\/","title":{"rendered":"Os ingleses inventaram o jogo e o vexame."},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_8193\" aria-describedby=\"caption-attachment-8193\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2016\/06\/inglaterra.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"8193\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2016\/06\/27\/os-ingleses-inventaram-o-jogo-e-o-vexame\/inglaterra\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2016\/06\/inglaterra.jpg\" data-orig-size=\"900,600\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"inglaterra\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;(Foto: Paul Ellis\/AFP)&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2016\/06\/inglaterra-300x200.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2016\/06\/inglaterra.jpg\" class=\"size-full wp-image-8193\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2016\/06\/inglaterra.jpg\" alt=\"(Foto: Paul Ellis\/AFP)\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2016\/06\/inglaterra.jpg 900w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2016\/06\/inglaterra-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2016\/06\/inglaterra-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2016\/06\/inglaterra-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8193\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Paul Ellis\/AFP)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os ingleses inventaram o futebol e o vexame. O primeiro foi l\u00e1 nos anos 50, quando levou uma biaba hist\u00f3rica da Hungria de Puskas, em pleno templo do futebol, o centen\u00e1rio Wembley. Mas, o maior deles foi perpetrado nesta segunda-feira, na Eurocopa da Fran\u00e7a, quando perdeu por 2 a 1 para a Isl\u00e2ndia, um iceberg vagando no Atl\u00e2ntico Norte e ocupado por uma popula\u00e7\u00e3o inferior a um d\u00e9cimo da de Londres, se meus c\u00e1lculos n\u00e3o falham &#8211; e eles sempre falham.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou do tipo que derrama compaix\u00e3o pelos mais fracos, tampouco daqueles que invejam os poderosos, mas esse time da Isl\u00e2ndia comove desde as Eliminat\u00f3rias da Eurocopa, quando despachou, entre outras, a Sele\u00e7\u00e3o da Holanda, terceira colocada no Mundial do Brasil.<\/p>\n<p>Comove pela organiza\u00e7\u00e3o de jogo desse time, onde o amigo n\u00e3o achar\u00e1 nem com lupa, entre esses tantos<em> Sigs<\/em> e<em> Sons<\/em>, um \u00fanico jogador da categoria por exemplo de Wayne Rooney, autor do gol de abertura, de p\u00eanalti, logo no in\u00edcio do jogo para sumir de vez em seguida.<\/p>\n<p>Os homens de gelo, por\u00e9m, logo empataram para virar o jogo e estabelecer o placar final em falha do goleir\u00e3o Hart, depois de bela trama no ataque.<\/p>\n<p>Em seguida, plantaram-se com seguran\u00e7a l\u00e1 atr\u00e1s, enquanto os ingleses, contrariando sua voca\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, ca\u00edam numa absoluta abulia, at\u00e9 que, finalmente, entrasse em campo o menino Rashford, j\u00e1 nos \u00faltimos movimentos da partida. Insuficientes, por\u00e9m, para que, ao menos, a Inglaterra levasse essa decis\u00e3o para o tempo extra.<\/p>\n<p>Bem, se a Inglaterra decepcionou, n\u00e3o se pode dizer o mesmo da Espanha, a bicampe\u00e3 europeia, na derrota por 2 a 0 para a It\u00e1lia, pouco antes.<\/p>\n<p>Depois do jogo, o euf\u00f3rico t\u00e9cnico da It\u00e1lia, Conte, disse que seu time foi uma exata combina\u00e7\u00e3o de Bar\u00e7a e Atl\u00e9tico de Madri, abdicando do tradicional <em>catenaccio <\/em>(retranca) italiano.<\/p>\n<p>Mais ou menos, acrescentaria. Ou melhor: mais Smeone do que Guardiola, embora realmente a It\u00e1lia atual busque trocar mais a bola e envolver seus advers\u00e1rio. Assim foi durante o primeiro tempo. Mas, no segundo, sobretudo a partir dos 20 minutos, apelou para o velho estilo e resistiu \u00e0 press\u00e3o incr\u00edvel da Espanha, que carece de jogadores de ataque no mesmo n\u00edvel da turma de arma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tanto, que as duas melhores chances da Espanha foram criadas pelo beque Piqu\u00e9, que obrigou Buffon &#8211; sempre ele! &#8211; a fazer duas defesas providenciais.<\/p>\n<p>J\u00e1 do outro lado, De Gea falhou ao rebater pro meio da \u00e1rea cobran\u00e7a de falta que permitiu ao beque Chielini abrir a contagem, logo no come\u00e7o da partida. E, no final, quando mais os espanh\u00f3is pressionavam, em r\u00e1pido contragolpe, Pell\u00e8 aproveitou cruzamento da direita e selou o placar.<\/p>\n<p>Dessa maneira, a\u00ed est\u00e3o definidas as pr\u00f3ximas rodadas das quartas de final.<\/p>\n<p>Portugal, de Cristiano Ronaldo, enfrenta a Pol\u00f4nia de Lewandowiski com boas chances de seguir adiante, justamente pela presen\u00e7a do CR7, um desses caras que resolvem, embora cumpra discreta participa\u00e7\u00e3o nesta Eurocopa.<\/p>\n<p>A B\u00e9lgica, de futebol t\u00e3o encantador, enfrenta o \u00faltimo representante brit\u00e2nico remanescente &#8211; o Pa\u00eds de Gales, de Bale, na ponta dos cascos, e Ramsey. Opto pelos belgas, mas Bale&#8230;<\/p>\n<p>Quanto ao outro jogo, ainda ontem n\u00e3o teria d\u00favidas em cravar Fran\u00e7a, apesar de suas atua\u00e7\u00f5es hesitantes nesta competi\u00e7\u00e3o, diante da Isl\u00e2ndia. Contudo, depois do que vimos hoje, tudo \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Por fim, outro cl\u00e1ssico europeu: Alemanha versus It\u00e1lia. A Alemanha, tecnicamente, \u00e9 muito melhor. Por\u00e9m, a It\u00e1lia \u00e9 aquela eterna carne de pesco\u00e7o, como provou diante da Espanha.<\/p>\n<p>Enfim, meu amigo, trata-se de mata-mata, um tipo de disputa onde o acaso e a disposi\u00e7\u00e3o an\u00edmica assumem ares de senhores do jogo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ingleses inventaram o futebol e o vexame. 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