{"id":6989,"date":"2015-12-09T11:48:34","date_gmt":"2015-12-09T13:48:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=6989"},"modified":"2015-12-09T13:04:19","modified_gmt":"2015-12-09T15:04:19","slug":"brandao-e-tite-em-preto-e-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2015\/12\/09\/brandao-e-tite-em-preto-e-branco\/","title":{"rendered":"Brand\u00e3o e Tite, em preto e branco."},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_6993\" aria-describedby=\"caption-attachment-6993\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/12\/blog_helena.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"6993\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2015\/12\/09\/brandao-e-tite-em-preto-e-branco\/blog_helena-8\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/12\/blog_helena.jpg\" data-orig-size=\"900,500\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"blog_helena\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Quem foi maior? Tite e Brand\u00e3o dividem opini\u00f5es no Corinthians (fotos: Fernando Dantas\/Gazeta Press e acervo\/Gazeta Press)&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/12\/blog_helena-300x167.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/12\/blog_helena.jpg\" class=\"size-full wp-image-6993\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/12\/blog_helena.jpg\" alt=\"Quem foi maior? Tite e Brand\u00e3o dividem opini\u00f5es no Corinthians (fotos: Fernando Dantas\/Gazeta Press e acervo\/Gazeta Press)\" width=\"900\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/12\/blog_helena.jpg 900w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/12\/blog_helena-300x167.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6993\" class=\"wp-caption-text\">Quem foi maior? Tite e Brand\u00e3o dividem opini\u00f5es no Corinthians (fotos: Fernando Dantas\/Gazeta Press e acervo\/Gazeta Press)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Outro dia, este site publicou oportuna e bem feita reportagem de Marcos Guedes e Helder Jr.\u00a0 sobre a presen\u00e7a de Tite e Osvaldo Brand\u00e3o na hist\u00f3ria das grandes conquistas do Corinthians.<\/p>\n<p>O que eles t\u00eam em comum, al\u00e9m de serem ambos ga\u00fachos, \u00e9 isso a\u00ed mesmo: nas suas m\u00e3os, o Corinthians ganhou os t\u00edtulos mais expressivos desde a metade do s\u00e9culo passado at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>Ah, sim, e tamb\u00e9m foram bons jogadores profissionais, sem, contudo, atingirem a classifica\u00e7\u00e3o de craques. Brand\u00e3o, lateral-direito, duro, chegando \u00e0s raias de violento, segundo relatos dos mais antigos; Tite, meio-campista de bom passe e vis\u00e3o de jogo.<\/p>\n<p>Brand\u00e3o, ainda jogador pelo Palmeiras, entrou com o p\u00e9 direito na \u00e1rea dos treinadores, ao levantar o t\u00edtulo paulista de 47, quebrando a hegemonia do S\u00e3o Paulo naquela d\u00e9cada tricolor. Mas, s\u00f3 foi se consagrar mesmo na conquista do t\u00edtulo do Quarto Centen\u00e1rio de S\u00e3o Paulo, em 1954.<\/p>\n<p>\u00c9 bem verdade que nessa hist\u00f3ria, dado o carisma de Brand\u00e3o, ficou \u00e0 sua sombra a figura modesta e extremamente competente de Rato, ex-craque corintiano dos anos 20\/30, que cuidava das bases e montou o esquadr\u00e3o bicampe\u00e3o paulista de 51\/52, rompendo o ciclo de dez anos de jejum do Mosqueteiro.<\/p>\n<p>Foi Rato quem recolheu no Maria Z\u00e9lia, vetusto time da v\u00e1rzea da Zona Leste, todo aquele contingente de craques que reinaria no Parque durante toda a primeira metade dos anos 50: Cabe\u00e7\u00e3o, Id\u00e1rio, Roberto Belangero, Luisinho, o Pequeno Polegar, Nelsinho, Colombo etc.<\/p>\n<p>Com Rato, al\u00e9m do bi paulista, o Corinthians venceu dois ou tr\u00eas torneios Rio-S\u00e3o Paulo, o embri\u00e3o do Brasileir\u00e3o de hoje, mais a Pequena Ta\u00e7a do Mundo na Venezuela, disputada pelos grandes da Am\u00e9rica e da Europa.<\/p>\n<p>Foi esse time vencedor e entrosado, com\u00a0 o ataque dos Cem Gols, que Brand\u00e3o recolheu para se sagrar campe\u00e3o do Quarto Centen\u00e1rio e entrar para a galeria dos imortais do nosso futebol. Depois, foi campe\u00e3o pelo Palmeiras novamente, pelo S\u00e3o Paulo e, em 77, coube-lhe quebrar um jejum ainda maior &#8211; 23 anos de fila -,\u00a0 ao bater em 77 a Ponte Preta e levantar o t\u00edtulo paulista daquele ano.<\/p>\n<p>M\u00edstico, tipo paiz\u00e3o autorit\u00e1rio mas ladino, Brand\u00e3o foi o Felip\u00e3o de seu tempo, outro ga\u00facho adepto do futebol de resultados, aquele que privilegia a marca\u00e7\u00e3o \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o, nem que, para tanto, tenha de cuspir, bater no advers\u00e1rio, como j\u00e1 foi flagrado orientando seu time em rela\u00e7\u00e3o a Ed\u00edlson Capetinha, num hist\u00f3rico Palmeiras e Corinthians.<\/p>\n<p>J\u00e1 Tite, nesse sentido, representa o oposto de Brand\u00e3o, embora tenha carregado por um bom tempo o ep\u00edteto de retranqueiro.<\/p>\n<p>Mas, como ele mesmo gosta de dizer, a escola ga\u00facha tem duas vertentes fortes. Uma, parte do Capit\u00e3o Froner, a que enfatiza a combatividade, \u00e0 qual se filiam Brand\u00e3o e Felip\u00e3o; outra, inspirada em \u00canio Andrade, ex-meia h\u00e1bil, com refinado senso de orienta\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o de uma equipe de futebol, que estimulava um jogo mais sofisticado e ofensivo. Tite prefere considerar-se disc\u00edpulo desta escola ga\u00facha, n\u00e3o daquela outra.<\/p>\n<p>E isso \u00e9 fato, sobretudo a partir da segunda metade do Brasileir\u00e3o, quando seu time se livrou das amarras impostas pelo per\u00edodo natural de reorganiza\u00e7\u00e3o e disparou em dire\u00e7\u00e3o ao t\u00edtulo brasileiro e a um jogo mais envolvente e ofensivo.<\/p>\n<p>Se Brand\u00e3o tinha um vocabul\u00e1rio pr\u00f3prio, reduzido, composto de express\u00f5es particulares soltas aos arranques, Tite \u00e9 fluente e cheio de constru\u00e7\u00f5es barrocas, que a turma batizou de <em>tit\u00eas. <\/em>At\u00e9 nisso eles t\u00eam algo em comum no meio de tantas diferen\u00e7as na forma de pensar o futebol: cada um, com sua forma particular de expressar suas ideias.<\/p>\n<p>Mas o que os une definitivamente \u00e9 a perenidade de ambos no cora\u00e7\u00e3o da torcida e na mem\u00f3ria eterna do Corinthians.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/especiais\/familiares-colegas-e-historiador-ainda-veem-tite-empatado-com-brandao\/tite-jura-que-nao-tem-pretensao-de-ultrapassar-brandao-na-historia\/\">Leia tamb\u00e9m: Tite jura que n\u00e3o tem pretens\u00e3o de ultrapassar Brand\u00e3o na hist\u00f3ria<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outro dia, este site publicou oportuna e bem feita reportagem de Marcos Guedes e Helder Jr.\u00a0 sobre a presen\u00e7a de Tite e Osvaldo Brand\u00e3o na <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2015\/12\/09\/brandao-e-tite-em-preto-e-branco\/\">leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":6993,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6989","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/12\/blog_helena.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pekB7q-1OJ","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6989","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6989"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6989\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6993"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6989"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6989"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6989"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}