{"id":6327,"date":"2015-10-31T19:29:31","date_gmt":"2015-10-31T21:29:31","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=6327"},"modified":"2015-10-31T19:48:48","modified_gmt":"2015-10-31T21:48:48","slug":"o-melhor-tricolor-3-a-0","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2015\/10\/31\/o-melhor-tricolor-3-a-0\/","title":{"rendered":"O melhor Tricolor: 3 a 0."},"content":{"rendered":"<p>O futebol \u00e9 uma caixinha de surpresas, como diziam os antigos. Mas, n\u00e3o tem segredos, n\u00e3o.<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico tem l\u00e1 seu valor, a camisa pesa, a torcida ajuda (quando n\u00e3o atrapalha), o esquema de jogo pode influenciar o andamento da partida, mas quem determina se um time \u00e9 superior ao outro sempre ser\u00e1 o jogador.<\/p>\n<p>Se o amigo escalar o que h\u00e1 de melhor, tecnicamente, em seu elenco, sua chance de se dar bem ser\u00e1 sempre maior do que se voc\u00ea se embara\u00e7ar nas teias dos esquemas ou da forma de melhor impedir que o advers\u00e1rio jogue.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6335\" aria-describedby=\"caption-attachment-6335\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/10\/doriva_311015_dv.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"6335\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2015\/10\/31\/o-melhor-tricolor-3-a-0\/doriva_311015_dv\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/10\/doriva_311015_dv.jpg\" data-orig-size=\"500,500\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"doriva_311015_dv\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Foto: Djalma Vass\u00e3o\/Gazeta Press&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/10\/doriva_311015_dv-300x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/10\/doriva_311015_dv.jpg\" class=\"size-full wp-image-6335\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/10\/doriva_311015_dv.jpg\" alt=\"Foto: Djalma Vass\u00e3o\/Gazeta Press\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/10\/doriva_311015_dv.jpg 500w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/10\/doriva_311015_dv-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/10\/doriva_311015_dv-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6335\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Djalma Vass\u00e3o\/Gazeta Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foi o que fez Doriva neste s\u00e1bado, diante do Sport, que vem num crescendo (n\u00e3o numa crescente como a turma gosta de dizer por a\u00ed). Escalou os melhores jogadores de que disp\u00f5e em seu elenco. Recuou Rodrigo Caio para a zaga, ao lado de Luc\u00e3o, que \u00e9 onde o jogador gosta de atuar e o faz melhor do que no meio de campo, e armou sua dupla de volantes com Tiago Mendes e Wesley, dois jogadores leves, h\u00e1beis e vers\u00e1teis.<\/p>\n<p>Ambos deram o devido suporte a Ganso, que teve um dos melhores desempenhos nesta temporada, claro. N\u00e3o s\u00f3 pelo gol, criado por Wesley e por ele definido sob a trave advers\u00e1ria, na abertura do placar, aos 18 minutos do primeiro tempo. Mas, pelo conjunto da obra de todo o time tricolor, que, antes, j\u00e1 havia criado duas excelentes chances para marcar, com o pr\u00f3prio Ganso e com Pato cabeceando na trave.<\/p>\n<p>E foi de um passe exato de Ganso para Pato que nasceu a assist\u00eancia para Lu\u00eds Fabiano, no finzinho do primeiro tempo aumentar para 2 a 0.<\/p>\n<p>Nessas alturas, o S\u00e3o Paulo tinha o pleno dom\u00ednio do jogo, e o Sport, sem Diego Souza, n\u00e3o conseguia se organizar devidamente, a n\u00e3o ser no setor defensivo.<\/p>\n<p>Isso, porque cabe aos volantes, que v\u00eam de tr\u00e1s, vislumbrar os espa\u00e7os vazios para que preencham com velocidade e capacidade t\u00e9cnica. E era exatamente isso que faziam Tiago Mendes e Wesley. Avan\u00e7ando por dentro ou por fora, davam a Ganso espa\u00e7o para articular as jogadas de ataque.<\/p>\n<p>Ganso \u00e9 isso, \u00e9 aquilo, aos olhos dos cegos em futebol, que s\u00e3o uma multid\u00e3o. Mas \u00e9 o carinha que mais me diverte em campo, mesmo que seu jogo se resuma a dois, tr\u00eas passes, um giro de corpo, uma deixada de bola, essas prestidigita\u00e7\u00f5es breves que escapam ao olhar mais embrutecido mas que fazem o encanto do jogo.<\/p>\n<p>Voltando ao jogo em si, coube a Michel Bastos, em jogada pessoal, limpar um e meter a bola no lado oposto do goleiro, timbrando a vit\u00f3ria por 3 a 0, o suficiente, se n\u00e3o para garantir uma vaga na Libertadores j\u00e1 que neste domingo outros candidatos estar\u00e3o em campo, pelo menos para oferecer ao t\u00e9cnico Doriva um rumo em dire\u00e7\u00e3o ao formato ideal desse time, por enquanto.<\/p>\n<p><strong>NA LINHA DO GOL<\/strong><\/p>\n<p><em>Bem que o Edson podia poupar Pel\u00e9 desses constrangimentos. Fa\u00e7o essa distin\u00e7\u00e3o entre os dois (sujeito e personagem) porque o pr\u00f3prio Pel\u00e9, quando encantava o mundo com sua arte insuper\u00e1vel, costumava faz\u00ea-la, ao tratar Edson na terceira pessoa. Ali\u00e1s, o grande meia alem\u00e3o Overath descreveu em suas mem\u00f3rias essa transforma\u00e7\u00e3o ins\u00f3lita: ao entrar em campo, era o Edson, simp\u00e1tico, cort\u00eas, risonho que lhe estendia a m\u00e3o. Mas, bastava o juiz apitar o in\u00edcio do jogo e Pel\u00e9 se transfigurava na Fera que metia medo s\u00f3 no olhar. Diria que era um fen\u00f4meno semelhante ao que Fellini observava em seu ator preferido, Marcelo Mastroianni, que o descrevia\u00a0 como um cavalo de terreiro, o medium que incorpora o personagem de tal maneira que a mudan\u00e7a se operava no olhar. Digo isso em raz\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o de Edson, na celebra\u00e7\u00e3o de seus 75 anos de vida, de que Vasconcelos, o meia a quem ele sucedeu no Santos dos meados da d\u00e9cada de 50, era dez vezes melhor do que Neymar. Vi Vasconcelos em a\u00e7\u00e3o uma infinidade de vezes, sobretudo na campanha do bi paulista do Santos em 55\/56. Era um meia ofensivo, veloz e artilheiro, num mundo repleto de grandes meias. Mas, nada excepcional. Tanto, que nunca foi titular sequer da Sele\u00e7\u00e3o paulista, quanto mais da Brasileira. C\u00e1 entre n\u00f3s, n\u00e3o amarraria as chuteiras de Neymar<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futebol \u00e9 uma caixinha de surpresas, como diziam os antigos. Mas, n\u00e3o tem segredos, n\u00e3o. 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