{"id":5729,"date":"2015-09-28T18:36:33","date_gmt":"2015-09-28T21:36:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=5729"},"modified":"2015-09-29T14:50:40","modified_gmt":"2015-09-29T17:50:40","slug":"stanislaw-e-as-besteiras-de-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2015\/09\/28\/stanislaw-e-as-besteiras-de-sempre\/","title":{"rendered":"Stanislaw e as besteiras de sempre"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/09\/stanislaw.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"5733\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2015\/09\/28\/stanislaw-e-as-besteiras-de-sempre\/stanislaw\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/09\/stanislaw.gif\" data-orig-size=\"441,690\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"stanislaw\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/09\/stanislaw-192x300.gif\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/09\/stanislaw.gif\" class=\"  wp-image-5733 alignright\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/09\/stanislaw.gif\" alt=\"stanislaw\" width=\"339\" height=\"530\" \/><\/a>Outro dia, reencontrei-me com S\u00e9rgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta. N\u00e3o, meu amigo, n\u00e3o estou caminhando pelo Valhalla dos jornalistas perdidos, ainda. O reencontro se deu na prateleira de uma livraria que exibia a mais recente edi\u00e7\u00e3o do seu antol\u00f3gico FEBEAP\u00c1 &#8211; o Festival de Besteira que Assola o Pa\u00eds -, colet\u00e2nea de cr\u00f4nicas e notas do extraordin\u00e1rio jornalista dos anos 60.<\/p>\n<p>Pra quem n\u00e3o sabe, S\u00e9rgio Porto adotou o pseud\u00f4nimo de Stanislaw Ponte Preta por inspira\u00e7\u00e3o do personagem de Oswald de Andrade, um dos pilares do modernismo das artes e literatura brasileiras, Serafim Ponte Grande. Trocou o Serafim por Stanislaw e a Ponte Grande por Ponte Preta, em homenagem \u00e0 Macaca que havia acabado de ascender \u00e0 Primeira Divis\u00e3o do campeonato paulista, naquele raiar dos anos 50. Vale lembrar que S\u00e9rgio foi tamb\u00e9m comentarista esportivo, compositor bissexto e cr\u00edtico musical.<\/p>\n<p>Conheci o S\u00e9rgio em 1961, quando arquitetava, ao lado de Ra\u00fal Tarek Fajuri, um show de m\u00fasica de raiz, como se dizia na \u00e9poca, para o Centro Acad\u00eamico Hor\u00e1cio Lane, da Engenharia do Mackenzie, \u00e0 \u00e9poca, sob o comando da chamada Esquerda Cat\u00f3lica. Era uma contraposi\u00e7\u00e3o ao <em>Show da Balan\u00e7a<\/em> do Direito do Mackenzie, cujo centro acad\u00eamico era claramente direitista.<\/p>\n<p>O <em>Show da Balan\u00e7a<\/em> era basicamente de Bossa-Nova, termo, ali\u00e1s, que o pr\u00f3prio S\u00e9rgio Porto inventou, em outro contexto. Ou melhor: colheu de um engraxate que batucava com a escova e o pano em seu sapato de forma diferente da habitual. A quest\u00e3o \u00e9 que a Bossa-Nova era claramente influenciada pela m\u00fasica americana, o que at\u00e9 valeu um<em> hit<\/em> da \u00e9poca &#8211; <em>Influ\u00eancia do Jazz &#8211; <\/em>do Carlinhos Lira, que, por sinal, em seguida debandaria do movimento em busca das nossas ra\u00edzes musicais<\/p>\n<p>E o nosso, o <em>Cancioneiro do Brasil,<\/em> deveria ser um resgate de nossas origens musicais, ferramenta adicional ao processo pol\u00edtico que estava em pleno curso, antes de os militares meterem a bota em nossa bocas.<\/p>\n<p>Meu Deus! Imagine essa discuss\u00e3o nos dias de hoje, quando o rock engoliu a todos, esse pastiche em que n\u00e3o se distingue mais direita, centro e esquerda, \u00c9 s\u00f3 meu pir\u00e3o primeiro. Ao vencedor, a Cidade do Rock, capital cultural do Brasil.<\/p>\n<p>Mas, voltando ao S\u00e9rgio Porto, fomos, eu e o Raul, parar no seu apartamento, no Leblon, creio, para convid\u00e1-lo a apresentar nosso show no Teatro Rui Barbosa, no Mackenzie.<\/p>\n<p>Fiquei pasmo diante do que via. Numa escrivaninha longa, ao lado de estantes cheias de livros e de discos, soterrado por jornais de todos os cantos do pa\u00eds, que a empregada adicionava de tempos em tempos, com novos magotes, S\u00e9rgio alternava seu trabalho entre tr\u00eas m\u00e1quinas de escrever: uma, destinada \u00e0s colunas que escrevia para os jornais; outra, para os esquetes radiof\u00f4nicos; a terceira, para roteiros de tv.<\/p>\n<p>O bicho era um assombro! isso tudo, ao mesmo tempo, alternadamente, claro. Ora, escrevia numa m\u00e1quina, ora, noutra. E ainda levava o papo com a gente.<\/p>\n<p>Bem, n\u00e3o vou contar como o show se desenrolou aqui em S\u00e3o Paulo, pois vale uma cr\u00f4nica \u00e0 parte, talvez em outro campo, n\u00e3o este t\u00e3o esportivo. S\u00f3 posso dizer que foi a primeira apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo de Mestre Cartola e que inspirou Vin\u00edcius de Moraes a compor com o meu querido e saudoso Baden Powell o <em>Samba da B\u00ean\u00e7\u00e3o, <\/em>que deu uma guinada \u00e0 esquerda \u00e0 Bossa Nova e inaugurou a MPM.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, essa conversa fiada s\u00f3 nasceu de um t\u00f3pico do FEBEAP\u00c1 que interessa mesmo a este peda\u00e7o futebol\u00edstico. \u00c9 quando, no introito do livro, S\u00e9rgio reconta a seguinte nota:<\/p>\n<p>&#8220;Em Bauru, o delegado de pol\u00edcia oficiava ao presidente da liga de futebol de l\u00e1 que n\u00e3o enviaria mais policiamento para os jogos porque os campos n\u00e3o o<em>ferecem seguran\u00e7a para a pol\u00edcia<\/em>.&#8221;<\/p>\n<p>Como se v\u00ea, n\u00e3o \u00e9 de hoje que a besteira assola este pa\u00eds t\u00e3o grande amado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outro dia, reencontrei-me com S\u00e9rgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta. 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