{"id":3245,"date":"2015-03-28T14:01:40","date_gmt":"2015-03-28T17:01:40","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=3245"},"modified":"2015-03-28T14:54:13","modified_gmt":"2015-03-28T17:54:13","slug":"o-velho-de-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2015\/03\/28\/o-velho-de-novo\/","title":{"rendered":"Dunga e o velho de novo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3253\" aria-describedby=\"caption-attachment-3253\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/03\/dunga_300x250_brunodomingos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"3253\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2015\/03\/28\/o-velho-de-novo\/dunga_300x250_brunodomingos\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/03\/dunga_300x250_brunodomingos.jpg\" data-orig-size=\"300,250\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"Foto: Bruno Domingos\/Mowa Press\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Foto: Bruno Domingos\/Mowa Press&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/03\/dunga_300x250_brunodomingos.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/03\/dunga_300x250_brunodomingos.jpg\" class=\"size-full wp-image-3253\" alt=\"Foto: Bruno Domingos\/Mowa Press\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2015\/03\/dunga_300x250_brunodomingos.jpg\" width=\"300\" height=\"250\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3253\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Bruno Domingos\/Mowa Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>S\u00e1bio texto do meu querido Werneck, com quem, h\u00e1 muitos anos, infelizmente, n\u00e3o tenho o prazer de privar. O bicho atravessou os mares e nos deixou a ver navios.<\/p>\n<p>Vale, por\u00e9m, fazer algumas reflex\u00f5es a respeito dessa hist\u00f3ria do resgate da escola brasileira de jogar bola.<\/p>\n<p>Nunca h\u00e1 um resgate integral do passado. Nem mesmo aqueles tesouros de gale\u00f5es espanh\u00f3is afundados h\u00e1 s\u00e9culos nas costas da Martinica ou vizinhan\u00e7as que a National Geographic vive nos mostrando\u00a0 na tv. Mesmo depois de polidos, aqueles objetos todos n\u00e3o tomam formas reais, parecem mais uma vis\u00e3o do passado apenas, que tanto podem estar ali numa redoma de vidro na galeria da hora, como na nossa imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou seja: n\u00e3o t\u00eam a utilidade que tinham em seu tempo. S\u00e3o apenas pe\u00e7as de museu.<\/p>\n<p>O mesmo se d\u00e1 com nossas lembran\u00e7as, mesmo porque a hist\u00f3ria caminha em forma espiralada, mais ou menos como a representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do DNA humano. A moda, os costumes, as ideias, sempre voltam, mas num c\u00edrculo acima, pois nada se perde e tudo se transforma, como ensinava o s\u00e1bio franc\u00eas.<\/p>\n<p>A velha escola brasileira de jogar bola, como diz o Werneck, sim, fechou as portas, h\u00e1, pelo menos, duas d\u00e9cadas. Em seu lugar, aqui, foi instalado um simulacro da escola italiana, tendo o catenaccio como inspira\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, os conceitos b\u00e1sicos que constru\u00edram nossa velha escola foram reinstalados al\u00e9m mar, num processo inverso da nossa coloniza\u00e7\u00e3o, entrando por Portugal e se infiltrando pela Espanha, Fran\u00e7a, Alemanha e saltando para a Velha Albi\u00f3n, finalmente.<\/p>\n<p>E as velhas ideias tupiniquins de um futebol \u00e1gil, h\u00e1bil e ofensivo ganharam novas formas de express\u00e3o por l\u00e1. E o que era um futebol mecanizado, ins\u00edpido e apenas pragm\u00e1tico, iluminou-se num espet\u00e1culo colorido e emocionante, como se um sol tropical brilhasse sobre os campos enevoados da Europa.<\/p>\n<p>O reflexo desse cen\u00e1rio nos volta como uma grande novidade, por meio das transmiss\u00f5es dos jogos pela tv por assinatura. E, finalmente, a turma de Pindorama, come\u00e7a a perceber que aquilo l\u00e1 \u00e9 melhor do que temos por aqui. E, mais uma vez na hist\u00f3ria, passamos a importar o que exportamos, em nova embalagem.<\/p>\n<p><em>Meno male, <\/em>diria o velho italiano do Br\u00e1s antigo.<\/p>\n<p>\u00c9 um jeito de resgatarmos a ess\u00eancia, pelo menos, da velha escola brasileira de jogar bola neste mundo sem fronteiras, em novo formato, certamente mais competitivo, mais veloz, mas ainda assim privilegiando o talento, a inventividade e o gosto pela busca do gol acima do desejo de evit\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Desconfio que \u00e9 isso o que Dunga est\u00e1 fazendo com nossa Sele\u00e7\u00e3o, mesmo inconscientemente, talvez. Sem todo aquele brilho de certos momentos da nossa hist\u00f3ria, mas com algumas centelhas, ao menos, de um tempo que n\u00e3o volta mais.<\/p>\n<p>A n\u00e3o ser com outras vestes, tecidas no tear virtual de novas tecnologias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e1bio texto do meu querido Werneck, com quem, h\u00e1 muitos anos, infelizmente, n\u00e3o tenho o prazer de privar. 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