{"id":2188,"date":"2014-12-23T15:37:55","date_gmt":"2014-12-23T17:37:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=2188"},"modified":"2014-12-23T16:19:12","modified_gmt":"2014-12-23T18:19:12","slug":"pobre-e-rico-tricolor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2014\/12\/23\/pobre-e-rico-tricolor\/","title":{"rendered":"Pobre e rico Tricolor"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2199\" aria-describedby=\"caption-attachment-2199\" style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/12\/sp_historia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"2199\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2014\/12\/23\/pobre-e-rico-tricolor\/futebol-historia-do-sao-paulo\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/12\/sp_historia.jpg\" data-orig-size=\"250,220\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;6.3&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;ACERVO\\\/GAZETA PRESS&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Canon EOS-1D&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;FUTEBOL - HIST\\u00d3RIA DO S\\u00c3O PAULO - ESPORTES - ACERVO - Os jogadores do S\\u00e3o Paulo: Fernando, Ruy, Picareta, Ferreira, Jos\\u00e9, Seg\\u00f4a, Antoninho, Gabardo, Juca, Carrazo e Paulinho, antes da partida contra a Portuguesa Santista, v\\u00e1lida pelo Campeonato Paulista de 1936 - Est\\u00e1dio Palestra It\\u00e1lia - S\\u00e3o Paulo - SP - Brasil - 25-01-1936 - Foto: Acervo\\\/Gazeta Press&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1112965907&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;44&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.004&quot;,&quot;title&quot;:&quot;FUTEBOL-HIST\\u00d3RIA DO S\\u00c3O PAULO&quot;}\" data-image-title=\"Gazeta Press\" data-image-description=\"&lt;p&gt;FUTEBOL &amp;#8211; HIST\u00d3RIA DO S\u00c3O PAULO &amp;#8211; ESPORTES &amp;#8211; ACERVO &amp;#8211; Os jogadores do S\u00e3o Paulo: Fernando, Ruy, Picareta, Ferreira, Jos\u00e9, Seg\u00f4a, Antoninho, Gabardo, Juca, Carrazo e Paulinho, antes da partida contra a Portuguesa Santista, v\u00e1lida pelo Campeonato Paulista de 1936 &amp;#8211; Est\u00e1dio Palestra It\u00e1lia &amp;#8211; S\u00e3o Paulo &amp;#8211; SP &amp;#8211; Brasil &amp;#8211; 25-01-1936 &amp;#8211; Foto: Acervo\/Gazeta Press&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Gazeta Press&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/12\/sp_historia.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/12\/sp_historia.jpg\" class=\"size-full wp-image-2199\" alt=\"Gazeta Press\" src=\"http:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/12\/sp_historia.jpg\" width=\"250\" height=\"220\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2199\" class=\"wp-caption-text\">Gazeta Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>T\u00f4 assistindo de camarote a troca de mensagens entre os leitores deste blog sobre as origens do S\u00e3o Paulo. Nesse vai e vem, algumas verdades e equ\u00edvocos s\u00e3o despejados de lado a lado, mesmo porque o brasileiro n\u00e3o \u00e9 muito chegado \u00e0 hist\u00f3ria, a n\u00e3o ser como uma colet\u00e2nea de lendas urbanas e rurais.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 o S\u00e3o Paulo fundado em 1931 herdou do Paulistano, o maior time de futebol do Brasil nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo passado, praticamente toda a equipe e parte da torcida, o que significa dizer Friedenreich, o primeiro \u00eddolo nacional, e cia. bela. Pois o Paulistano, com a chegada do profissionalismo, que seria implantado oficialmente tr\u00eas anos depois, resolveu fechar seu departamento de futebol.<\/p>\n<p>Ao fundir-se com o alvinegro Palmeiras da Floresta (n\u00e3o confundir com o atual Palmeiras, \u00e0 \u00e9poca, Palestra It\u00e1lia), incorporou o preto ao vermelho e branco do Paulistano. Por isso, Tricolor. E, com isso, ganhou o campo da Floresta, \u00e0 beira do Tiet\u00ea, ali na Ponte Grande, que pertencia a esse Palmeiras. Passou, ent\u00e3o, a ser chamado na hist\u00f3ria, depois da refunda\u00e7\u00e3o do atual S\u00e3o Paulo, em 35, de S\u00e3o Paulo da Floresta.<\/p>\n<p>As cores, o nome e o distintivo eram os mesmos. E a torcida, idem. Isto \u00e9: a elite, representada pelos estudantes de Direito das Arcadas, e o pov\u00e3o, brasileiros, em geral negros, barnab\u00e9s, estafetas, ambulantes, a raia mi\u00fada de uma popula\u00e7\u00e3o predominantemente composta de imigrantes italianos, espanh\u00f3is e portugueses, tr\u00eas col\u00f4nias que se dividiam entre as torcidas do Palestra, do Corinthians e da Portuguesa.<\/p>\n<p>Essa simbiose entre os dois extremos do quadro social paulistano est\u00e1 bem expressa na primeira caricatura-s\u00edmbolo do clube: o Dr. Canind\u00e9, um crioulo com anel de advogado no dedo. Assim como os torcedores dos outros clubes da cidade passaram a chamar o S\u00e3o Paulo de <em>clube dos pipoqueiros<\/em>, uma refer\u00eancia pejorativa aos vendedores de pipoca, o mais baixo estrato social da nossa popula\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>Num surto de megalomania, o agora chamado S\u00e3o Paulo da Floresta resolveu investir os tubos na compra do luxuoso edif\u00edcio Trocadero, no centro da cidade que come\u00e7ava a se expandir em ritmo vertiginoso com a crescente industrializa\u00e7\u00e3o de um Estado at\u00e9 ent\u00e3o confinado ao plantio e venda do caf\u00e9. Quebrou a cara e teve de fechar as suas portas.<\/p>\n<p>Renasce, ent\u00e3o, depois de muitas fus\u00f5es, com o Tiet\u00ea, o Tricolor, o Estudantes, sem um tost\u00e3o no bolso. Seus torcedores chegaram a percorrer as ruas da cidade, com len\u00e7\u00f3is estendidos, angariando dinheiro para refundar o S\u00e3o Paulo. E at\u00e9 o Palestra e o Corinthians fizeram um amistoso cuja renda foi entregue ao S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>J\u00e1 sem as estrelas do S\u00e3o Paulo anterior, com um time modesto, o S\u00e3o Paulo se arrasta at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 40, quando consegue montar um tima\u00e7o, em torno da figura j\u00e1 m\u00edtica de Le\u00f4nidas da Silva, na maior transa\u00e7\u00e3o do futebol brasileiro \u00e0 \u00e9poca &#8211; coisa de 60 contos de r\u00e9is.<\/p>\n<p>Aproveitando-se do esp\u00edrito nacionalista insuflado pela ditadura Vargas desde sua ascens\u00e3o em 30 e da Segunda Guerra Mundial, que for\u00e7ou os clubes das col\u00f4nias de origens alem\u00e3s, italianas e japonesas, os inimigos no front, a abrasileirarem suas marcas, o S\u00e3o Paulo comprou o Canind\u00e9 do Germ\u00e2nia, a pre\u00e7o de banana, dizem.\u00a0 Um campo de futebol com uma pequena arquibancada de madeira, \u00e0 beira do Tiet\u00ea, onde um cocho servia de piscina para o bravo associado do clube.<\/p>\n<p>Uma mis\u00e9ria, diante da opul\u00eancia de seus maiores rivais &#8211; o Palmeiras e o Corinthians, com seus respectivos Parques tinindo, refletidos nas \u00e1guas l\u00edmpidas de suas modernas piscinas e quadras de t\u00eanis, bochas, basquete etc.<\/p>\n<p>S\u00f3 na d\u00e9cada de 50, o S\u00e3o Paulo come\u00e7ou a saga da constru\u00e7\u00e3o do Morumbi, que levou treze anos para ser conclu\u00eddo, per\u00edodo em que o Tricolor praticamente abdicou de seu time de futebol, depois dos t\u00edtulos de 53 e de 57.<\/p>\n<p>A partir da d\u00e9cada de 70 \u00e9 que o S\u00e3o Paulo passou a ostentar a imagem de um clube da elite paulistana, dono do maior est\u00e1dio particular do mundo fincado no bairro mais nobre da cidade e tal e cousa e lousa e maripousa, at\u00e9 chegar \u00e0 arrogante auto denomina\u00e7\u00e3o de Soberano.<\/p>\n<p>Antes disso, imperava a mod\u00e9stia de sutil orgulho pr\u00f3prio expressa no d\u00edstico <em>N\u00e3o somos os maiores, nem os melhores; apenas, diferentes.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Outros tempos, muito antes dos Jujus e asseclas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00f4 assistindo de camarote a troca de mensagens entre os leitores deste blog sobre as origens do S\u00e3o Paulo. 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