{"id":1900,"date":"2014-11-27T16:38:51","date_gmt":"2014-11-27T18:38:51","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=1900"},"modified":"2014-11-27T16:38:51","modified_gmt":"2014-11-27T18:38:51","slug":"o-brasil-no-mundo-da-bola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2014\/11\/27\/o-brasil-no-mundo-da-bola\/","title":{"rendered":"O Brasil no mundo da bola"},"content":{"rendered":"<p>A Fifa divulgou a lista dos quarenta jogadores candidatos a formar a Sele\u00e7\u00e3o Mundial do Ano. E l\u00e1 est\u00e3o os nomes de apenas dois brasileiros: o zagueiro Miranda, que Felip\u00e3o sequer cogitou para a Copa do Mundo, preterindo-o por Henrique, creia!, e de Neymar, claro.<\/p>\n<p>Mais um ind\u00edcio que a maior usina de craques do mundo j\u00e1 n\u00e3o produz talentos como antigamente.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem aponte o \u00eaxodo muito precoce de nossos meninos para o exterior como principal causa. N\u00e3o \u00e9. Pois, se assim fosse, uma legi\u00e3o deles estaria l\u00e1 relacionada, mesmo porque a Europa \u00e9, hoje em dia, a maior vitrine do futebol.<\/p>\n<p>N\u00e3o produzimos talentos em massa porque nosso futebol est\u00e1 voltado, em todos os n\u00edveis, a sufocar o talento no seu nascedouro, l\u00e1 nas categorias de base, para atender \u00e0s exig\u00eancias de um futebol, aqui em cima, voltado apenas para o resultado e o medo de perder, contrariando visceralmente nossa voca\u00e7\u00e3o, nossa escola de jogar bola, nossas mais caras tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Vez por outra, algu\u00e9m p\u00f5e as manguinhas de fora. Tipo Cruzeiro de Marcelo Oliveira, Galo de Levir Culpi, o Santos do primeiro semestre de 2010, aquele de Robinho, Ganso e Neymar, times que optam por um futebol t\u00e9cnico e ofensivo. Mas, s\u00e3o pequenos surtos, em meio a um vasto lugar-comum.<\/p>\n<p>Ainda outro dia, estava vendo um jogo do Southampton, um time pequeno da Inglaterra que, por acaso, cumpre bela campanha na Premiere League. Pois, j\u00e1 no finzinho, o lateral-direito avan\u00e7ou pela meia-direita e chutou forte para a rebatida do goleiro e o rebote colhido com \u00eaxito por um atacante. Sabe o amigo quantos jogadores do Southampton estavam na \u00e1rea no momento do chute? Cinco, mais um defensor que chegava pela meia-esquerda. Portanto, sete jogadores na linha de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 corriqueiro no futebol ingl\u00eas, alem\u00e3o e espanhol.<\/p>\n<p>Agora, espie s\u00f3 nossos grandes times atacando: o lateral chega nas franjas da grande \u00e1rea, estanca e cruza. Conte quantos atacantes est\u00e3o l\u00e1 na \u00e1rea. Dois, tr\u00eas, no m\u00e1ximo, contra cinco, seis defensores, afora o goleiro.<\/p>\n<p>Sabe por qu\u00ea? Porque os atacantes, os meias, os volantes, o time todo, mais o t\u00e9cnico na beira do campo, os cartolas na tribuna, e os nossos bravos comentaristas nas cabines de transmiss\u00e3o, est\u00e3o todos preocupados em que o time atacante n\u00e3o leve o famigerado contragolpe.<\/p>\n<p>E chamam isso de equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o estimula, desde l\u00e1 de baixo, o toque de bola envolvente, o drible, o passe bem executado e a \u00e2nsia de marcar gols, o conjunto de atributos t\u00edpicos dos craques, voc\u00ea estar\u00e1 estimulando o cabe\u00e7a-de-bagre, n\u00e3o o talento.<\/p>\n<p>E assim, cada vez menos teremos representantes brasileiros entre os melhores do mundo.<\/p>\n<p>PS: A prop\u00f3sito, deixe-me antecipar \u00e0 escolha do time titular do planeta, segundo minha vis\u00e3o dos melhores do ano: Neuer; Lahm, Miranda, S\u00e9rgio Ramos e Alaba; Iai\u00e1 Tour\u00e9, Robben, James Rodriguez, Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar. Assim, mesmo, do meio de campo pra frente, sem posi\u00e7\u00f5es definidas, pois todos jogam em qualquer uma delas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Fifa divulgou a lista dos quarenta jogadores candidatos a formar a Sele\u00e7\u00e3o Mundial do Ano. 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