{"id":1399,"date":"2014-10-20T17:45:31","date_gmt":"2014-10-20T19:45:31","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=1399"},"modified":"2014-10-20T17:55:03","modified_gmt":"2014-10-20T19:55:03","slug":"o-9-grosso-e-fino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2014\/10\/20\/o-9-grosso-e-fino\/","title":{"rendered":"O 9, grosso e fino"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1404\" aria-describedby=\"caption-attachment-1404\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/10\/tardelli.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1404\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2014\/10\/20\/o-9-grosso-e-fino\/tardelli\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/10\/tardelli.jpg\" data-orig-size=\"640,403\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"Mowa Press\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Mowa Press&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/10\/tardelli.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/10\/tardelli.jpg\" class=\"size-full wp-image-1404\" alt=\"Mowa Press\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/10\/tardelli.jpg\" width=\"640\" height=\"403\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1404\" class=\"wp-caption-text\">Mowa Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>O que h\u00e1 de comum entre os atuais Peixe, Galo (dois dos times de melhor campanha no segundo turno do Brasileir\u00e3o) e a Sele\u00e7\u00e3o de Dunga, que deu sinais muito positivos na \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Respondo de imediato: todos abdicaram, por v\u00e1rias raz\u00f5es, de um centroavante t\u00edpico, enfiado na \u00e1rea, em nome da versatilidade e mobilidade de seus respectivos meio de campo e ataque.<\/p>\n<p>Fato que vem servindo para nossos jovens e bravos comentaristas apelarem para mais um chav\u00e3o, quando se referem ao estilo do centroavant\u00e3o desprezado neste momento: n\u00e3o h\u00e1 mais lugar para o centroavante de antigamente no futebol moderno.<\/p>\n<p>Que antigamente \u00e9 esse, meu? O futebol brasileiro tem mais de cem anos de exist\u00eancia, divididos em uma infinidade de fases.<\/p>\n<p>Refere-se o amigo, por acaso, a Charles Miller, o filho de ingleses que trouxe para o Brasil as primeiras bolas de couro e implantou por aqui esse esporte bret\u00e3o, segundo a hist\u00f3ria oficial? Pois sabe de onde a express\u00e3o<em> chaleira, <\/em>aquela firula de um p\u00e9 passando por tr\u00e1s do outro? Vem de <em>charleira, <\/em>em homenagem ao primeiro nome do nosso pioneiro centroavante e goleador, o Charles Miller.<\/p>\n<p>Ou estar\u00e1 falando de seu sucessor, o primeiro astro nacional dos campos, o Pel\u00e9 dos anos 10\/20, Arthur Friedenreich, um tipo longil\u00edneo, h\u00e1bil, de passadas leves como um tigre, o que lhe valeu o apelido dado pelos argentinos de <em>El Tigre<\/em>. Centroavante e artilheiro-mor, essencialmente t\u00e9cnico, de acordo com toda a cr\u00f4nica da \u00e9poca e o testemunho dos antigos que colhi na inf\u00e2ncia distante.<\/p>\n<p>Estaria, ent\u00e3o, o amigo falando de Le\u00f4nidas da Silva, o Diamente Negro, o Homem de Borracha, sucessor de Fried, que reinou durante os anos 30 e 40? Pois, Le\u00f4nidas era meia-esquerda de origem (assim disputou a Copa de 34. diga-se), r\u00e1pido, pl\u00e1stico, habilidoso e voraz na \u00e1rea inimiga, onde s\u00f3 entrava para definir. Coisa meio de Rom\u00e1rio, cujo sonho era terminar a gloriosa carreira como meia.<\/p>\n<p>Ademir de Menezes, outro meia, que herdou de Le\u00f4nidas a camisa 9 da Sele\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m meia de origem, pouco ficava l\u00e1 na zona do agri\u00e3o, como diziam os saudosos locutores de seu tempo, pois seu maior trunfo era o rush, a arrancada c\u00e1 do meio de campo com a bola colada em seu p\u00e9 esquerdo. Algo parecido com o que fazia o nosso Ronaldo, o Fen\u00f4meno, com a destra.<\/p>\n<p>J\u00e1 Rei-Reinaldo era a arrancada curta e a intelig\u00eancia do tamanho do Mineir\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de Careca, tamb\u00e9m um meia deslocado para o comando do ataque, que preferia vir bailando <em>la conga,<\/em> ou terer\u00e9, diante do zagueiro, antes de desfechar o tiro certeiro.<\/p>\n<p>Quem mais? Heleno de Freitas? Craque, segundo os que o viram em campo. Serv\u00edlio, o Bailarino? O apelido j\u00e1 diz tudo. Coutinho, que usava munhequeira branca pra se diferenciar simplesmente de Pel\u00e9? Pag\u00e3o, de t\u00e3o refinado futebol?<\/p>\n<p>Se for listar todos os centroavantes que fizeram hist\u00f3ria no futebol brasileiro por sua t\u00e9cnica sofisticada e sua movimenta\u00e7\u00e3o constante n\u00e3o termino este ano.<\/p>\n<p>Nesse caso, n\u00e3o h\u00e1 antigos, nem modernos. H\u00e1 o centroavante grosso e o fino da bola, que pode ser um gordinho de fino futebol, como o nosso Walter, que voltou ao Fluminense para dar sentido \u00e0 vida tricolor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que h\u00e1 de comum entre os atuais Peixe, Galo (dois dos times de melhor campanha no segundo turno do Brasileir\u00e3o) e a Sele\u00e7\u00e3o de <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2014\/10\/20\/o-9-grosso-e-fino\/\">leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":1404,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1399","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2014\/10\/tardelli.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pekB7q-mz","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1399","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1399"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1399\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1404"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1399"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1399"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1399"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}