{"id":1318,"date":"2014-10-14T13:09:28","date_gmt":"2014-10-14T16:09:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=1318"},"modified":"2014-10-14T13:09:28","modified_gmt":"2014-10-14T16:09:28","slug":"sarava-dunga-o-restaurador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2014\/10\/14\/sarava-dunga-o-restaurador\/","title":{"rendered":"Sarav\u00e1, Dunga, o Restaurador!"},"content":{"rendered":"<p>Salve, salve! Sarav\u00e1, Mestre Dunga, o Restaurador! Mestre Dunga, o Renovador!<\/p>\n<p>Foram apenas pouco mais de quinze minutos, os derradeiros da partida, mas, finalmente, pela primeira vez nos \u00faltimos vinte anos, a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira voltou a exibir sua verdadeira identidade, revelada num futebol leve, ofensivo, gracioso, inventivo e emp0lgante, digno de suas mais caras tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a entrada de Kak\u00e1, um meia por talhe e voca\u00e7\u00e3o no lugar do volante Elias, depois das demais altera\u00e7\u00f5es, o Brasil passou a jogar com apenas um volante &#8211; Luiz Gustavo e logo em seguida Souza -, e, de resto, um bando esvoa\u00e7ante de meias e atacantes h\u00e1beis, velozes e sedentos de gol: Everton Ribeiro, P. Coutinho, Kak\u00e1, Robinho e Neymar.<\/p>\n<p>Bola no ch\u00e3o, passes exatos, r\u00e1pidos, movimenta\u00e7\u00e3o constante de todos os jogadores, mais dois gols, e outras tr\u00eas chances claras desperdi\u00e7adas por um triz.<\/p>\n<p>Isso, sem que o time perdesse a capacidade de marca\u00e7\u00e3o e tal e cousa e lousa e maripousa, todo esse discurso medroso dos pragm\u00e1ticos de plant\u00e3o que somos obrigados a engolir dia ap\u00f3s dia, durante duas d\u00e9cadas de puro t\u00e9dio.<\/p>\n<p>Sim, sei bem que o Jap\u00e3o n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 essas coisas, embora n\u00e3o seja nenhuma galinha morta, e que o jogo j\u00e1 estava decidido com aqueles dois gola\u00e7os de Neymar, em passes precisos de Tardelli, no primeiro, e de P. Coutinho, no segundo. Mas, sempre \u00e9 uma r\u00e9stia de luz no sombrio caminho que trilh\u00e1vamos at\u00e9 ent\u00e3o. Serviu, ao menos, para mostrar ao t\u00e9cnico e aos c\u00e9ticos que, <em>si, se puede <\/em>livrar-se desse mal dos dois volantes, am\u00e9m.<\/p>\n<p>Assim como abdicar de vez do tal centroavante fixo, que pouco participa do jogo coletivo, do toque de bola, da troca de posi\u00e7\u00f5es que subverte a marca\u00e7\u00e3o advers\u00e1ria e cria espa\u00e7os onde s\u00f3 havia congestionamento. Com atacantes como Tardelli, que fez mais um jogo exemplar at\u00e9 ser substitu\u00eddo por Robinho, por exemplo.<\/p>\n<p>E, claro, tudo isso ganha outra dimens\u00e3o quando se tem Neymar, autor dos quatro gols &#8211; dois de arrancadas na hora certa, um de rebote e outro de cabe\u00e7a. Sobretudo, um Neymar solto pelo campo, livre das amarras da ponta-esquerda a que esteve atado durante muito tempo, pois, nesse tipo de forma\u00e7\u00e3o da equipe, sempre haver\u00e1 algu\u00e9m habilidoso o suficiente para lhe dar respaldo.<\/p>\n<p>Confesso que, nesse sentido, Dunga me surpreendeu. Grat\u00edssima surpresa, \u00e0 qual agrade\u00e7o, se me permitem, em nome do aut\u00eantico futebol brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salve, salve! Sarav\u00e1, Mestre Dunga, o Restaurador! Mestre Dunga, o Renovador! 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