{"id":12429,"date":"2021-03-19T17:40:29","date_gmt":"2021-03-19T20:40:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=12429"},"modified":"2021-03-19T18:36:59","modified_gmt":"2021-03-19T21:36:59","slug":"craque-a-beira-do-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2021\/03\/19\/craque-a-beira-do-campo\/","title":{"rendered":"Craque \u00e0 beira do campo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_12430\" aria-describedby=\"caption-attachment-12430\" style=\"width: 3200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2021\/03\/00747997.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12430\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2021\/03\/19\/craque-a-beira-do-campo\/despedida-de-alex-palmeiras-de-1999-x-amigos-de-alex\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2021\/03\/00747997.jpg\" data-orig-size=\"3200,2128\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;4&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;FERNANDO DANTAS&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D4S&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Jogo festivo entre o Palmeiras de 1999 e Amigos do Alex. A partida marca a despedida oficial do meia Alex, que defendeu as cores do Verd\\u00e3o em suas tr\\u00eas passagens, a primeira entre 1997-2000, a segunda em 2000 e a \\u00faltima em 2002&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1427593026&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;400&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;4000&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.000625&quot;,&quot;title&quot;:&quot;DESPEDIDA DE ALEX: PALMEIRAS DE 1999 X AMIGOS DE ALEX&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"DESPEDIDA DE ALEX: PALMEIRAS DE 1999 X AMIGOS DE ALEX\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Foto: Fernando Dantas\/Gazeta Press&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2021\/03\/00747997-300x200.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2021\/03\/00747997-1024x681.jpg\" class=\"size-full wp-image-12430\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2021\/03\/00747997.jpg\" alt=\"\" width=\"3200\" height=\"2128\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2021\/03\/00747997.jpg 3200w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2021\/03\/00747997-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2021\/03\/00747997-768x511.jpg 768w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2021\/03\/00747997-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2021\/03\/00747997-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 3200px) 100vw, 3200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12430\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Fernando Dantas\/Gazeta Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>Alex, aquele canhotinho de passes magistrais e gols fant\u00e1sticos que fez fama no Palmeiras, no Cruzeiro e no Fernerbach, volta a aos gramados. Desta vez, \u00e0 beira do campo de Cotia, seu primeiro passo como treinador de futebol.<\/p>\n<p>Alex foi um craque, mas, sobretudo, \u00e9 um mo\u00e7o inteligente, com vis\u00e3o apurada do futebol e que, apesar de toda a experi\u00eancia acumulada com os t\u00e9cnicos que o comandaram mundo afora, est\u00e1 disposto a ampliar seus conhecimentos, estudando o assunto em todas as medidas.<\/p>\n<p>E aqui me pergunto: quais li\u00e7\u00f5es deveria aprender nesses estudos?<\/p>\n<p>A bem da verdade, os m\u00e9todos de treinamento que se mostraram mais eficientes para construir uma equipe s\u00f3lida, eficiente e capaz de oferecer um bom espet\u00e1culo para o p\u00fablico, pois futebol n\u00e3o se resume apenas a obter resultados, mas, sobretudo, a oferecer um espet\u00e1culo que d\u00ea prazer a quem o acompanhe.<\/p>\n<p>Sim, porque nas \u00faltimas d\u00e9cadas, os treinadores, aqueles que d\u00e3o as \u00faltimas orienta\u00e7\u00f5es aos seus jogadores, foram cercados de uma parafern\u00e1lia incr\u00edvel oferecida por robustas comiss\u00f5es t\u00e9cnicas (preparadores f\u00edsicos, auxiliares, m\u00e9dicos, fisioterapeutas etc.), al\u00e9m do apoio cibern\u00e9tico ao qual os tais analistas transformam suas observa\u00e7\u00f5es em n\u00fameros m\u00e1gicos e imagens detalhadas de como jogam os advers\u00e1rios e tal e cousa e lousa e maripousa.<\/p>\n<p>Sou de um tempo em que nem preparador f\u00edsico existia. Era o pr\u00f3prio treinador quem comandava os exerc\u00edcios dos jogadores, o que se resumia em escaladas nas arquibancadas do est\u00e1dio, corridas no bosque, e uma sess\u00e3o de gin\u00e1stica sueca (aquele agacha e levanta, abre e fecha os bra\u00e7os, essas coisas). O ponto alto era o coletivo, pr\u00e1tica em desuso, hoje em dia, por falta de tempo para treinar, por conta desse calend\u00e1rio maluco, embora esse recurso seja essencial pra conferir harmonia de movimentos em qualquer equipe, independendo do fator \u00e9poca.<\/p>\n<p>Vale lembrar que a primeira comiss\u00e3o t\u00e9cnica de fato criada no Brasil foi aquela da Copa de 58, em que Paulo Amaral passou a cuidar desses exerc\u00edcios, e que havia at\u00e9 um dentista na delega\u00e7\u00e3o brasileira, o divertido M\u00e1rio Trigo.<\/p>\n<p>De l\u00e1 pra c\u00e1, a evolu\u00e7\u00e3o foi sensacional, principalmente nas tr\u00eas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Mas, aten\u00e7\u00e3o! Do ponto de vista t\u00e1tico-t\u00e9cnico sofremos um processo regressivo brutal. Abrimos m\u00e3o de nossa principal caracter\u00edstica &#8211; a habilidade individual &#8211; em favor de um pragmatismo cinzento em que a marca\u00e7\u00e3o ao advers\u00e1rio passou a reinar em nossos campos, sem a devida correspond\u00eancia nos resultados e matando o espet\u00e1culo de vez.<\/p>\n<p>Isso se d\u00e1, sobretudo, porque os observadores do futebol (t\u00e9cnicos e comentaristas) pertencem a gera\u00e7\u00f5es dos anos 70 em diante, per\u00edodo em que a figura dos dois volantes (quando n\u00e3o, tr\u00eas) passou a ser um dogma irrefut\u00e1vel, o que acabou criando a falsa figura do Camisa 10, cuja origem e desenvolvimento hist\u00f3rico essa turma desconhece.<\/p>\n<p>Tanto, que ainda nesta sexta-feira, assistindo \u00e0<em> Sele\u00e7\u00e3o Sportv, <\/em>comandado pelo excelente Rizek, ouvi meu querid\u00edssimo amigo e \u00f3timo comentarista Caio Ribeiro advertir Alex de que n\u00e3o cabe mais no futebol dito moderno a figura do meia-armador cl\u00e1ssico, o tal Camisa 10, aquele sujeito que pensa o jogo e aciona com descortino seus atacantes. E foi al\u00e9m: essa figura n\u00e3o existe nem nos grandes clubes do mundo, como Bar\u00e7a, City, Real, ou Bayern.<\/p>\n<p>\u00capa! E o Kevin De Bruyne?<\/p>\n<p>Sempre que o vejo em a\u00e7\u00e3o me vem a lembran\u00e7a de Ademir da Guia, o Camisa 10 do Palmeiras. N\u00e3o s\u00f3 pela semelhan\u00e7a f\u00edsica, pelas passadas largas, a precis\u00e3o no passe e a chegada \u00e0 \u00e1rea inimiga, mas, acima de tudo, pela disposi\u00e7\u00e3o em campo, pois tanto ataca como arma e marca aqui atr\u00e1s, quando \u00e9 preciso.<\/p>\n<p>E aqui est\u00e1 o grande equ\u00edvoco da imensa maioria dos nossos comunicadores, que n\u00e3o tiveram a chance de ouro de acompanhar ao vivo as carreiras dos nossos grandes meias-armadores, como Mestre Ziza, Didi e G\u00e9rson, por exemplo. Todos eles tamb\u00e9m eram marcadores, ao lado do \u00fanico volante e um pouco atr\u00e1s do chamado meia ponta de lan\u00e7a, o meia mais ofensivo que se juntava, ent\u00e3o, com os tr\u00eas atacantes (dois pontas e um centroavante). A exce\u00e7\u00e3o era Rivellino, que n\u00e3o gostava nem um pouco de marcar, a n\u00e3o ser aqueles gols inesquec\u00edveis, de prefer\u00eancia cobrando faltas.<\/p>\n<p>No Bar\u00e7a, De Jong faz essa fun\u00e7\u00e3o com extrema efici\u00eancia, desde que liberado pra atacar, e, no Bayern, a tarefa cabe a Goretzka, assim como Kroll e Modric dividem esse trabalho com equil\u00edbrio no Real.<\/p>\n<p>Alex, a exemplo de tantos outros Camisa 10 que surgiram depois do estabelecimento f\u00e9rreo do sistema com dois volantes de marca\u00e7\u00e3o, nunca foi um genu\u00edno meia-armador. Era um meia que jogava a partir do meio de campo, mais como o antigo ponta de lan\u00e7a do que como um especialista na arma\u00e7\u00e3o, embora tivesse talento pra tanto.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o com sintonia fina \u00e9 que anda faltando no nosso futebol pra que ele se desgrude dessa estagna\u00e7\u00e3o t\u00e1tico-t\u00e9cnica e alcance a verdadeira modernidade, aquela expressa claramente no trabalho de Guardiola desde o Bar\u00e7a, passando pelo Bayern at\u00e9 chegar ao City, um t\u00e9cnico voltado para a combina\u00e7\u00e3o exata entre o resultado e espet\u00e1culo, capaz de alternar esquemas de jogo que v\u00e3o do cl\u00e1ssico 2-3-5 \u00e0s demais formula\u00e7\u00f5es, todas elas, por\u00e9m, voltadas para o ataque e a conquista de gols, o objetivo final do jogo da bola, como sempre foi.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alex, aquele canhotinho de passes magistrais e gols fant\u00e1sticos que fez fama no Palmeiras, no Cruzeiro e no Fernerbach, volta a aos gramados. 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