{"id":11052,"date":"2019-03-01T20:13:28","date_gmt":"2019-03-01T23:13:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=11052"},"modified":"2019-03-01T20:38:02","modified_gmt":"2019-03-01T23:38:02","slug":"carnaval-e-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2019\/03\/01\/carnaval-e-futebol\/","title":{"rendered":"Carnaval e futebol"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_11054\" aria-describedby=\"caption-attachment-11054\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2019\/03\/000_1DZ9XZ.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"11054\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2019\/03\/01\/carnaval-e-futebol\/fbl-esp-cup-real-madrid-barcelona-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2019\/03\/000_1DZ9XZ.jpg\" data-orig-size=\"3327,2529\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;AFP&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Real Madrid&#039;s Brazilian forward Vinicius Junior (L) vies with Barcelona&#039;s French defender Clement Lenglet during the Spanish Copa del Rey (King&#039;s Cup) semi-final second leg football match between Real Madrid and Barcelona at the Santiago Bernabeu stadium in Madrid on February 27, 2019. (Photo by JAVIER SORIANO \\\/ AFP)&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1551302284&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;AFP OR LICENSORS&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;FBL-ESP-CUP-REAL MADRID-BARCELONA&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"FBL-ESP-CUP-REAL MADRID-BARCELONA\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Foto: Javier Soriano\/AFP&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2019\/03\/000_1DZ9XZ-300x228.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2019\/03\/000_1DZ9XZ-1024x778.jpg\" class=\"size-large wp-image-11054\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2019\/03\/000_1DZ9XZ-1024x778.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"486\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2019\/03\/000_1DZ9XZ-1024x778.jpg 1024w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2019\/03\/000_1DZ9XZ-300x228.jpg 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2019\/03\/000_1DZ9XZ-768x584.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11054\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Javier Soriano\/AFP<\/figcaption><\/figure>\n<p>Carnaval e futebol no Brasil se confundiram durante d\u00e9cadas. Era escola de samba que nascia do time de futebol do bairro e vice-versa, pois a cad\u00eancia do samba era a do futebol jogado nas v\u00e1rzeas e nas praias desse imenso rinc\u00e3o tapuia. E assim se refletia nos campos oficiais.<\/p>\n<p>Leio agora pesquisa na Internet que diz ser o carnaval de rua e dos sal\u00f5es dominado pelos sons sertanejos e funk.<\/p>\n<p>N\u00e3o me surpreende doutor, pois se o amigo espiar o futebol\u00a0 brasileiro em campo ver\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o perfeita de sertanejo e funk, uma batida prim\u00e1ria, tosca e repetitiva, sem aquela s\u00edncope intermedi\u00e1ria, intuitiva, inexplic\u00e1vel, que fazia os americanos, depois da Guerra, em plena\u00a0 Pol\u00edtica da Boa Vizinhan\u00e7a, tocarem o samba feito rumba.<\/p>\n<p>Mesmo porque, na velocidade dos tempos atuais, os sambas exibidos nos samb\u00f3dromos s\u00e3o mais marchas do que sambas.<\/p>\n<p>Sucede que, no futebol, a velocidade, embora possa prejudicar em alguns casos, n\u00e3o exclui a s\u00edncope imprevis\u00edvel, a inven\u00e7\u00e3o durante o gesto r\u00e1pido, a percep\u00e7\u00e3o do inimagin\u00e1vel. \u00e9 o que faz um Neymar, um Vin\u00edcius Jr., um Douglas Costa, deixarem uma esteira de advers\u00e1rios zonzos \u00e0s suas investidas impar\u00e1veis.<\/p>\n<p>Assim como o faziam no seus respectivos tempos um Pel\u00e9, um Canhoteiro, um Garrincha e tantos outros.<\/p>\n<p>Da mesma forma, que sempre houve lugar, no passado e no presente, para a pausa que refresca, aquele passe que areja partindo do jogador cerebral de meio de campo, que mais do que ver o jogo o antev\u00ea, desvendando espa\u00e7os onde s\u00f3 h\u00e1 congestionamento.<\/p>\n<p>Bem, este carinha \u00e9 que falta em nossos campos, desgra\u00e7adamente, embora tiv\u00e9ssemos no passado uma legi\u00e3o imensa desses jogadores, alguns, como Zizinho, Didi, Ademir da Guia, G\u00e9rson, inexced\u00edveis. Era a combina\u00e7\u00e3o exata do diretor de harmonia e do Mestre Sala.<\/p>\n<p>Eram tantos que fico pensando em Bibe, meia-armador do Ipiranga dos anos 50, de breve passagem pelo S\u00e3o Paulo e Ponte, que passou a vida \u00e0 sombra de tantos outros mais brilhantes. Hoje, Bibe, cujo estilo lembrava Zidane (quem duvidar, pergunte ao Rubens Minelli, que jogou com ele), seria hoje titular absoluto da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira com um p\u00e9 nas costas, assim como o Dr. R\u00fabis, V\u00e1lter Marciano, A\u00edlton Lira, Pita, sei l\u00e1 quantos mais.<\/p>\n<p>Ganso era um dos \u00faltimos remanescentes dessa rara estirpe, cuja carreira foi estagnada por s\u00e9rias contus\u00f5es e m\u00e1s escolhas. Maicon segue sendo um desses no Gr\u00eamio, sem, por\u00e9m, o devido apoio da imensa maioria da cr\u00f4nica esportiva encaixotada no conceito dos dois volantes marcadores, abrindo um espa\u00e7o para aqueles que se projetam ao ataque com \u00edmpeto e sem ci\u00eancia, ar\u00edetes desprovidos das finezas da fun\u00e7\u00e3o, tipo Paulinho, Ar\u00e3o etc.<\/p>\n<p>De fato, esse esp\u00e9cime foi extinto dos nossos campos assim como os Ranchos de Carnaval desapareceram das avenidas dos Carnavais atuais.<\/p>\n<p>O Rancho, pra quem n\u00e3o sabe, era um agrupamento de passistas e m\u00fasicos variados, em cujo conjunto musical entravam instrumentos como bandolim, flauta, trunpete saxofone, quando n\u00e3o violinos, al\u00e9m dos surdos, viol\u00f5es e cavaquinhos, e que marchavam, cantando, numa cad\u00eancia lenta e ritmada sob sons harmoniosos e mel\u00f3dicos de tocar a alma do povo que o assistia atr\u00e1s das cordas estendidas frente \u00e0s cal\u00e7adas.<\/p>\n<p>Era o compasso entre o frenesi das Escolas de Samba e o senso harm\u00f4nico e mel\u00f3dico do Rancho que dava equil\u00edbrio e encanto aos Carnavais. E \u00e9 o que est\u00e1 faltando, tanto nas avenidas como nos campos do futebol brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carnaval e futebol no Brasil se confundiram durante d\u00e9cadas. 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