{"id":10902,"date":"2018-12-24T16:48:24","date_gmt":"2018-12-24T18:48:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=10902"},"modified":"2018-12-24T17:28:51","modified_gmt":"2018-12-24T19:28:51","slug":"botoes-e-cia-o-presente-atual-da-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2018\/12\/24\/botoes-e-cia-o-presente-atual-da-memoria\/","title":{"rendered":"Bot\u00f5es e cia., o presente da mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_10903\" aria-describedby=\"caption-attachment-10903\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/12\/botao-capa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"10903\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2018\/12\/24\/botoes-e-cia-o-presente-atual-da-memoria\/botao-capa\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/12\/botao-capa.jpg\" data-orig-size=\"1251,704\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"botao-capa\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o;\/Facebook CBFM&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/12\/botao-capa-300x169.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/12\/botao-capa-1024x576.jpg\" class=\"size-large wp-image-10903\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/12\/botao-capa-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/12\/botao-capa-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/12\/botao-capa-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/12\/botao-capa-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/12\/botao-capa.jpg 1251w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10903\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o;\/Facebook CBFM<\/figcaption><\/figure>\n<p>Estas v\u00e9speras de Natal t\u00eam o poder de despertar mem\u00f3rias da inf\u00e2ncia, aquelas sobretudo ligadas aos presentes trazidos pelo Papai Noel.<\/p>\n<p>J\u00e1 contei aqui como confirmei minhas suspeitas de que Noel n\u00e3o existia de fato ao surpreender meu velho retirando, na v\u00e9spera do Natal, do porta-malas do seu Ford cinzento aquela engenhoca maravilhosa, uma grande novidade no final dos anos 40 &#8211; o pebolim, que n\u00f3s passamos a chamar de pimbolim; afinal, o jogo era pimba no bolim.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o contei ainda sobre outra inven\u00e7\u00e3o surgida logo ap\u00f3s, dois ou tr\u00eas Natais adiante. Nos anos 50, a moda era conferir um ar de mec\u00e2nica avan\u00e7ada em todos os utens\u00edlios dom\u00e9sticos, e esta n\u00e3o fugiu \u00e0 regra.<\/p>\n<p>Tratava-se de um campo de futebol met\u00e1lico, em cujo &#8220;gramado&#8221; desenhavam-se sulcos por onde deslizavam os jogadores movidos por um teclado instalado atr\u00e1s de cada gol, teclas tipo m\u00e1quina de escrever. O goleiro corria no sentido vertical diante da meta, e os jogadores, distribu\u00eddos num ortodoxo 2-3-5 tinha cada um o alcance limitado pela extens\u00e3o curta dos trilhos.<\/p>\n<p>Querem saber? Foi o brinquedo mais chato que ganhei na vida. Aqueles robozinhos n\u00e3o iam al\u00e9m da repeti\u00e7\u00e3o mecanizada dos seus pr\u00f3prios limites de a\u00e7\u00e3o, inibindo a imagina\u00e7\u00e3o e o tes\u00e3o dos jogadores. Moderno, mas chato.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do pebolim, em que, apesar das limita\u00e7\u00f5es dos bonequinhos enfiados nos respectivos cord\u00f5es de madeira, podiam ser manipulados de formas mais inventivas. Trocavam passes uns para os outros, encenavam dribles, passando os p\u00e9s por cima da bolinha de pingue-pongue, disparavam chutes enviesados, enfim, um jogo que exigia presteza, habilidade e percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nem tanto quanto o jogo de bot\u00f5es, de um tempo mais lento, contudo, sem limites para a imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sim, porque a montagem de um time de bot\u00f5es \u00e0 \u00e9poca come\u00e7ava no p\u00e9riplo pelos brech\u00f3s e bazares onde estavam expostos bot\u00f5es de todas as formas e tamanhos, daqueles destinados aos sobretudos, palet\u00f3s e camisas dos cavalheiros, aos inacredit\u00e1veis modelos femininos, dos<em> manteaux <\/em>aos vestidos que mudavam de estilo e formatos a cada esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sim, claro, j\u00e1 existiam aqueles jogos de bot\u00f5es de pl\u00e1stico, com as cores e os distintivos dos clubes no centro. Mas, eram todos iguais na forma e no tamanho.<\/p>\n<p>No entanto, os garimpados nos brech\u00f3s tinham o figurino exato do que voc\u00ea queria pra seu time: os mais robustos e altos viravam zagueiros, os mais largos e achatados, m\u00e9dios ou volantes, enquanto os atacantes variavam de acordo com suas respectivas posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, voc\u00ea poderia escolher a forma\u00e7\u00e3o t\u00e1tica do seu time desde o in\u00edcio do jogo, fosse o 2-3-5 daqueles tempos, fosse o 3-4-3 (o WM) ou mesmo as retrancas j\u00e1 existentes esporadicamente entre os clubes pequenos dos campeonatos de futebol de campo verdadeiro.<\/p>\n<p>O amigo j\u00e1 deve estar percebendo que fui cavar l\u00e1 no t\u00fanel das reminisc\u00eancias as similaridades entre os brinquedos manobrados pelos meninos de ent\u00e3o e a realidade dos atual futebol jogado de fato nos gramados mund\u00e3o afora.<\/p>\n<p>Nos principais centros europeus brinca-se de um misto de pebolim e bot\u00f5es. No Brasil atual, o que prevalece \u00e9 aquele joguinho insosso e repetitivo do campo met\u00e1lico, com jogadores de a\u00e7\u00e3o limitada pelos seus pr\u00f3prios trilhos e acionadas por teclas de datilografia. E, que no Natal seguinte, j\u00e1 descansava na lata de lixo de casa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estas v\u00e9speras de Natal t\u00eam o poder de despertar mem\u00f3rias da inf\u00e2ncia, aquelas sobretudo ligadas aos presentes trazidos pelo Papai Noel. 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