{"id":10259,"date":"2018-05-28T20:57:56","date_gmt":"2018-05-28T23:57:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/?p=10259"},"modified":"2018-05-29T01:44:28","modified_gmt":"2018-05-29T04:44:28","slug":"a-descoberta-do-novo-no-velho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2018\/05\/28\/a-descoberta-do-novo-no-velho\/","title":{"rendered":"A descoberta do novo no velho"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_10261\" aria-describedby=\"caption-attachment-10261\" style=\"width: 1360px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/05\/58_BRA-x-SUE-6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"10261\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2018\/05\/28\/a-descoberta-do-novo-no-velho\/58_bra-x-sue-6\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/05\/58_BRA-x-SUE-6.jpg\" data-orig-size=\"1360,765\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"58_BRA x SUE 6\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Foto: acervo\/Gazeta Press&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/05\/58_BRA-x-SUE-6-300x169.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/05\/58_BRA-x-SUE-6-1024x576.jpg\" class=\"size-full wp-image-10261\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/05\/58_BRA-x-SUE-6.jpg\" alt=\"\" width=\"1360\" height=\"765\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/05\/58_BRA-x-SUE-6.jpg 1360w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/05\/58_BRA-x-SUE-6-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/05\/58_BRA-x-SUE-6-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/05\/58_BRA-x-SUE-6-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1360px) 100vw, 1360px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10261\" class=\"wp-caption-text\">Foto: acervo\/Gazeta Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>Li ainda ontem um precioso artigo do escritor e jornalista ga\u00facho Michel Laub na UOL sobre a final da Copa do Mundo de 58, em que o Brasil se sagrou campe\u00e3o metendo 5 a 2 nos donos da casa.<\/p>\n<p>Precioso porque o autor, nos seus 45 anos de idade, ao assistir a partida inteira, em tape gravado no You Tube, se surpreendeu com o que viu: a tal <em>modernidade<\/em>\u00a0 expressa no estilo de jogo da nossa Sele\u00e7\u00e3o de Ouro, como foi aclamada ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Sim, porque para os jovens comentaristas e torcedores destes tempos, o que antecede \u00e0s imagens em cores de 70 est\u00e1 mergulhado numa densa n\u00e9voa, onde cintilam aqui e ali pontos de luzes resistentes, cada vez mais t\u00eanues. que se transformaram em \u00edcones, muitas vezes deformados, na mem\u00f3ria coletiva do brasileiro.<\/p>\n<p>Laub, por\u00e9m, teve um breve momento de contato com a realidade daquela \u00e9poca. E viu Garrincha tentando em v\u00e3o um drible, Pel\u00e9 errando um passe, Zito, tentando uma arrancada e sendo barrado, Bellini pegando a bola com a m\u00e3o num contragolpe dos suecos, esses gestos t\u00e3o humanos no jogo da vida feito de erros e acertos, ontem hoje e amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Mas, o que o surpreendeu n\u00e3o me surpreende (mesmo porque acompanhei pela\u00a0 tv em tapes que chegavam um ou dois dias depois na tv,): a maneira de jogar de nossa Sele\u00e7\u00e3o naqueles tempos nada deve \u00e0 forma atual de atuar das grandes equipes do mundo (aqui, excluo o futebol praticado h\u00e1 anos nos campos tupiniquins). Nada diferente de um City do Guardiola, um Bayern, um Bar\u00e7a, um Real, um Liverpool e mais alguns outros grandes times da Europa.<\/p>\n<p>Jogo jogado, bola trabalhada sempre em dire\u00e7\u00e3o ao gol inimigo e liberdade tanto para Garrincha ser um driblador em\u00e9rito, at\u00e9 irrespons\u00e1vel, quanto para Zagallo assumir a pele de Formiguinha, ajudando aqui atr\u00e1s o j\u00e1 veterano e genial Nilton Santos.<\/p>\n<p>O qu\u00ea? Garrincha toma a bola do advers\u00e1rio? Pel\u00e9 combate o inimigo? Vav\u00e1 sai da \u00e1rea e trabalha a bola com seus companheiros? Isso n\u00e3o est\u00e1 impresso na mem\u00f3ria difusa dos nossos experts em futebol.<\/p>\n<p>Tudo isso, na cabecinha dos coleguinhas, \u00e9 um h\u00e1bito moderno, pois antigamente, tudo acontecia em c\u00e2mera lenta e cada jogador ocupava um espa\u00e7o predeterminado e n\u00e3o sa\u00eda de seu script original: beque marca, ponta ataca, e assim por diante.<\/p>\n<p>Sugiro que, a exemplo do que fez Laub com a final da Copa da Su\u00e9cia, os amigos revejam a c\u00e9lebre derrota do Brasil, na Copa de 54, para a lend\u00e1ria Sele\u00e7\u00e3o da Hungria bicampe\u00e3 ol\u00edmpica e maior sensa\u00e7\u00e3o desse Mundial. L\u00e1 est\u00e1, claramente flagrado o nosso ponta-esquerda, quatro anos antes de Zagallo, na nossa lateral esquerda combatendo e recuperando a bola de Toth, o ponta-direita advers\u00e1rio.<\/p>\n<p>Maurinho, era assim. Surgiu no Guarani como ponta-esquerda, embora destro (outra<em> modernidade), <\/em>e disparou no S\u00e3o Paulo, a partir de 52, como um ponta-direita veloz e goleador, apelidado de Flecha Negra. Pois, apesar desses atributos, era um atacante que voltava para marcar com a mesma desenvoltura que participava das a\u00e7\u00f5es ofensivas, quando seu time\u00a0 partia para o ataque.<\/p>\n<p>E que dizer de Tel\u00ea, o Fio de Esperan\u00e7a do N\u00e9lson Rodrigues, que, apesar de franzino, voltava, marcava, armava e ainda fazia seus gols l\u00e1 na frente, fosse como ponta, fosse como centroavante? Isso, l\u00e1 pelos 1951.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito \u00e9 de rolar de rir quando ou\u00e7o um dos nossos comentaristas chamar de centroavante <em>moderno <\/em>aquele camisa 9 que sai da \u00e1rea, participa das jogadas de arma\u00e7\u00e3o, desloca-se para os lados e tal e cousa e lousa e maripousa.<\/p>\n<p>Pra n\u00e3o falar dos mais recentes, como Rom\u00e1rio, Ronaldo, Careca, Pag\u00e3o e tantos outros, remeto-me ao raiar do futebol no Brasil: Artur Friedenreich, o primeiro grande goleador e \u00eddolo do Brasil, nos anos 10,20 e in\u00edcio dos 30.<\/p>\n<p>E aqui quero fazer um par\u00eanteses a prop\u00f3sito dos m\u00e9todos de pesquisa hist\u00f3rica e do interesse de nossos observadores sobre o futebol em alcan\u00e7\u00e1-las, com um depoimento pessoal.<\/p>\n<p>Desde menino ouvia dos antigos as hist\u00f3rias sobre Fried, seu estilo, seus gols etc. cujas imagens nos foram escamoteadas pela falta de tecnologia do seu tempo.\u00a0 Sim, sei em que a hist\u00f3ria oral \u00e9 imprecisa, eivada de lances apaixonadas, quando n\u00e3o apenas lend\u00e1rios, ou de segunda m\u00e3o. Sou bobo, mas n\u00e3o sou besta.<\/p>\n<p>E ainda hoje, quando o Dr. Alzheimer insiste em soprar n\u00e9voas na minha mem\u00f3ria, sou capaz de reproduzir Fried em a\u00e7\u00e3o: um tipo esguio, partindo do meio de campo em velocidade, com a bola colada aos p\u00e9s, passando por um, dois, tocando pra Arak\u00e9n e recebendo na \u00e1rea pra encobrir o goleiro com um leve toque. Diga-me, h\u00e1 um centroavante mais <em>moderno<\/em> do que esse?<\/p>\n<p>Laub, por\u00e9m, comete o engano de datar o avan\u00e7o do futebol brasileiro, do ponto de vista t\u00e1tico e estrat\u00e9gico, \u00e0 Copa de 58.<\/p>\n<p>N\u00e3o, meu caro. A Sele\u00e7\u00e3o de 58, sim, foi a primeira a ter um planejamento. Um planejamento, ponto. Antes, era o vai da valsa. Mas, em 58, quando Havelange entregou a Paulo Machado de Carvalho o comando da Sele\u00e7\u00e3o, o Marechal da Vit\u00f3ria chamou tr\u00eas jornalistas de sua confian\u00e7a e entregou-lhes o dever de criar um plano para a Copa do Mundo: Paulo Planet Buarque, Fl\u00e1vio Iazetti e Ari Silva.<\/p>\n<p>Paulo Planet Buarque, o nosso Paulinho, era comentarista da TV Record (emissora do Dr. Paulo), gal\u00e3 de telenovela, depois de ter sido rep\u00f3rter da Gazeta Esportiva e mais tarde pol\u00edtico, cuja carreira encerrou como presidente do Tribunal de Contas de S\u00e3o Paulo. E ganhou fama internacional por ter aplicado aquela rasteira certeira num <em>gendarme<\/em> su\u00ed\u00e7o, no entrevero entre Brasil e Hungria,<\/p>\n<p>Fl\u00e1vio Iazzeti foi um dos fundadores da Escola de \u00c1rbitros da FPF, e Ari Silva, um cronista delicioso com suas cr\u00f4nicas sobre o Comendador Cunegundes com quem ele sempre se encontrava na Leiteira Campo Belo, graciosa remanescente dos anos 20, logo na sa\u00edda do Viaduto do Ch\u00e1, na Rua S\u00e3o Bento, em cujas mesinhas de m\u00e1rmore perpetrei p\u00e9ssimos poemas da adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Antes, logo ap\u00f3s \u00e0 desastrosa excurs\u00e3o brasileira \u00e0 Europa, em 56, um cartola carioca que havia acompanhado a Sele\u00e7\u00e3o nesse giro, fez um relat\u00f3rio em que dizia que negro n\u00e3o estava preparado pra jogar na Sele\u00e7\u00e3o, sobretudo na Europa. E citava casos em que os jogadores sentiam demais o frio, acovardavam-se em campo e n\u00e3o tinham comportamento adequado fora dele. E citava como exemplo a imagem do ponta-direita do Vasco, Sabar\u00e1, descendo as escadas de um hotel de\u00a0 luxo londrino de sand\u00e1lias, cal\u00e7\u00f5es e toalha enrolada feito turbante na cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Expurgando o racismo expresso no tal relat\u00f3rio, os autores do Plano Paulo Machado de Carvalho, concentraram-se num princ\u00edpio &#8211; o homem antes do atleta.<\/p>\n<p>Traduzindo: o sujeito respons\u00e1vel em lugar do moleque, num tempo em que o moleque, nos dois sentidos &#8211; irrespons\u00e1vel e criativo -, dominava o cen\u00e1rio nacional no futebol, na m\u00fasica etc. Por pura ironia, foram os moleques Garrincha e Pel\u00e9 que deram o tom.<\/p>\n<p>Assim, pela primeira vez na hist\u00f3ria da nossa Sele\u00e7\u00e3o, estabeleceu-se um planejamento com a tecnologia dispon\u00edvel na \u00e9poca. Formou-se uma comiss\u00e3o t\u00e9cnica com um preparador f\u00edsico, Paulo Amaral, um massagista, M\u00e1rio Am\u00e9rico, um m\u00e9dico, Hilton Gossling e um dentista, M\u00e1rio Trigo, respons\u00e1vel n\u00e3o s\u00f3 pra tratar dos dentes dos atletas, pois muitas das les\u00f5es musculares dos jogadores da \u00e9poca advinham de problemas dent\u00e1rios. mas tamb\u00e9m o bom humor da tropa, j\u00e1 que se tratava de\u00a0 um piadista renitente.<\/p>\n<p>Mas, o que quero dizer \u00e9 que antes de 58, o Brasil j\u00e1 estava na vanguarda do futebol.<\/p>\n<p>Quatro anos antes, na Su\u00ed\u00e7a, o t\u00e9cnico Zez\u00e9 Moreira havia lan\u00e7ado sua Marca\u00e7\u00e3o por Zona, que, com o correr do tempo haveria de substituir de vez a Marca\u00e7\u00e3o Individual, amplamente difundida no mundo inteiro, inclusive no Brasil.<\/p>\n<p>Na verdade, a rapaziada que vive reproduzindo n\u00fameros telef\u00f4nicos (3-2-45-82-ramal 38) em forma de forma\u00e7\u00e3o t\u00e1tica, como se futebol fosse aquilo com que eles ainda brincam nos v\u00eddeo-games, um pebolim virtual, parece ter deixado os livros de lado, definitivamente.<\/p>\n<p>Um jogo de futebol \u00e9 din\u00e2mico, feito por homens reais, que se movimentam daqui pra l\u00e1 o tempo todo, embora os treinadores brasileiros atuais tentem mant\u00ea-los em cercadinhos pretensamente modernos e, por isso, eficazes. O que mudou foi apenas a tecnologia que deu mais condi\u00e7\u00f5es aos jogadores &#8211; a prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica, a nutri\u00e7\u00e3o, os equipamentos do jogo, os gramados, a medicina esportiva, a fisiologia, as an\u00e1lises em computador dos advers\u00e1rios etc. Mas, o jogo em si, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Tudo isso me remete ao velho xam\u00e3 de uma tribo Neanderthal. diante da fogueira sagrada, repetindo &#8211; &#8220;N\u00e3o h\u00e1 nada de novo sob o sol na alma do ser humano, s\u00f3 a necessidade de anunciar como novo o que \u00e9 eterno&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li ainda ontem um precioso artigo do escritor e jornalista ga\u00facho Michel Laub na UOL sobre a final da Copa do Mundo de 58, em <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/2018\/05\/28\/a-descoberta-do-novo-no-velho\/\">leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":10261,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10259","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/files\/2018\/05\/58_BRA-x-SUE-6.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pekB7q-2Ft","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10259"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10259\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10261"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/albertohelena\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}