Soco em jornalista rende um ano de suspensão na França

A agressão a um jornalista do cotidiano L’Équipe custará caro a Cyril Jeunechamp. Por decisão da comissão disciplinar da liga francesa, o zagueiro do Montpellier ficará um ano afastado dos gramados.

O jogador do atual campeão francês acertou um soco no repórter do tradicional jornal esportivo após o empate entre seu clube e o Valenciennes (1-1), em partida válida pela 13ª rodada da Ligue 1, a primeira divisão nacional.

O episódio faz lembrar a confusão protagonizada por Edmundo na Libertadores de 1995. Ao final de uma partida contra o Nacional de Quito, no Equador, o ex-atacante do Palmeiras derruba um cinegrafista, chuta sua câmera e, de quebra, fica seis dias detido em quarto de hotel antes de ser liberado pela policia local.

Era outra época e outra competição. E o bad boy não recebeu nenhuma punição esportiva da Confederação Sul-Americana.

Nos grandes campeonatos europeus, como o francês, a história é outra.

O código disciplinar da federação francesa pune com rigor atos de brutalidade cometidos por atletas fora do campo de jogo contra o público em geral, inclusive profissionais de imprensa.

Por ter privado o jornalista de trabalhar por período de até oito dias, Jeunechamp ficará um ano fora dos gramados.

Em tempo: no Brasileiro de 2010, Émerson Leão, então treinador do Goiás, pegou apenas três jogos de suspensão por ter acertado um soco no repórter baiano Roque Santos.

Francisco Pessanha, o auditor responsável pelo caso, lamentou à época a impossibilidade de punir o técnico com mais rigor.

Ele declarou que o CBJD (código de justiça desportiva) não previa pena para casos de violência contra jornalistas.

Uma afirmação que não passa, contudo, de meia verdade: o artigo 253 do código estipula suspensão de até 540 dias para casos de agressão a “qualquer participante do evento desportivo”.

Dispositivo tão rigoroso quanto pouco aplicado no Brasil.

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