Mais de um bilhão para reformar o estádio de Brasília

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Durante o encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, na euforia dos brasileiros ao receberem a incumbência de organizá-los em 2016, eu escrevi um artigo dizendo que nós somente poderíamos igualar ou superar Londres se todos os recursos estatais disponíveis fossem empregados nas obras. O nosso sucesso dependia do espírito público dos dirigentes esportivos e das autoridades governamentais, que teriam o encargo cívico de evitar a corrupção e as “caixinhas”. O dinheiro público, às vezes retirado de outras prioridades, deveria ser despendido exclusivamente em obras e serviços e não dividido com aproveitadores inescrupulosos.

Naturalmente este princípio mencionado na temática dos Jogos Olímpicos, é igualmente válido para o mundial de Futebol, para a Copa das Federações e ume série de eventos internacionais que o nosso país sediará no próximo quadriênio.

Entretanto, a expectativa patriótica de milhões de brasileiros, enquadrados entre os que têm uma visão sedimentada dos prejuízos que o malbarato de recursos poderá causar à imagem do Brasil perante um consenso internacional, recebeu um choque, uma grande desilusão: a mídia divulgou que a Arena de Brasília, programada para os mega eventos, passará de um bilhão de reais. O estádio de Brasília será o mais caro de todas as arenas atualmente em construção [um bilhão e quinze milhões].

A alegação para este custo desproposital foi que as licitações efetuadas em 2010 foram feitas através de itens isolados e não incluíam – imaginem- a cobertura do gramado e cadeiras. A outra causa foi o aumento em 25% do custo da mão de obra, quando sabemos que a mais alta correção monetária anual não passa de 6%.

O Itaquerão, que partiu do zero, e atenderá um estado com a pujança de São Paulo, ficará em 804 milhões e conta com uma forte presença da iniciativa privada, fato que não ocorrerá em nove das doze sedes da Copa do Mundo.

O civismo deve partir agora da mídia, denunciando qualquer irregularidade ao Tribunal de Conta da União.
Parece que a atitude corajosa do ministro Geraldo Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal ainda não deu um alerta aos aproveitadores do dinheiro público. É preciso que alguns figurões sejam encarcerados em decorrência do processo do mensalão para que a volúpia do dinheiro dos Jogos Olímpicos e do Mundial seja arrefecida.

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